Candidatos a prefeito de Divinópolis avaliam possível nova eleição

Políticos também fizeram avaliação do desempenho durante a campanha.
Galileu, eleito em 1º lugar, ainda não pode ser diplomado por impugnação.


Galileu ficou em primeiro lugar nas eleições
(Foto: Anna Lúcia Silva/G1)

Isso porque o candidato mais votado para o Executivo local foi Galileu (PMDB), que recebeu 58.443 votos. Contudo, ele ainda não pode ser considerado eleito, pois teve a candidatura indeferida com recurso e aguarda julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral (STE). Se o órgão não aceitar o pedido de recurso do candidato, deverá haver novas eleições para prefeito na cidade. Em entrevista na noite desde domingo (2), Galileu comemorou a superioridade nos votos e evitou falar sobre seu impedimento temporário de exercer o cargo de prefeito.
Veja a apuração completa para prefeito e vereador em Divinópolis

Segundo colocado
O segundo mais votado em Divinópolis, com 34.239 votos, foi Marquinho Clementino. Ele não foi encontrado nesta segunda-feira (3) para comentar a situação jurídica que impede Galileu de exercer o cargo. A assessoria de imprensa do candidato informou que ele estava descansando em uma área rural localizada fora da área de cobertura telefônica.

Mas logo após a votação, Marquinho Clementino disse em entrevista à TV Integração que obteve um resultado bastante expressivo e que se orgulha disso. "Acho que tenho a responsabilidade de levar esse projeto adiante e tentar realmente mudar Divinópolis para valer", disse o candidato, sem mencionar a situação de Galileu. Ele também não disse se disputará novamente o cargo se houver nova eleição para o mandado de prefeito que governará a cidade de 2017 a 2020.

Terceiro colocado
Já o candidato Luís Militão, que recebeu 9.341 votos (18,64%), disse que ficou surpresou com o resultado. "Eu esperava uma votação maior, mas entendi a voz das urnas. As urnas são soberanas e o povo naturalmente expressou uma insatisfação com a atual administração [de Vladimir Azevedo, também do PSDB] e com a atual composição da Câmara, pois houve uma renovação no Legislativo que não se via há muitos anos por aqui. O povo vinculou nossa candidatura à administração atual e quis promover uma mudança também no Legislativo. O povo não entendeu a nossa proposta como capaz de ser inovadora, mesmo sendo do mesmo sendo do mesmo partido da administração atual. Nós tivemos uma votação bem abaixo do esperado, mas propúnhamos verdadeiras e reais mudanças. Justam-se a isso os erros de campanha", lamentou.

Luís Militão (PSDB) afirmou que caso Galileu seja condenado pelo STJ, o PSDB vai se reunir para definir quem será candidato pelo partido. "Pelo que entendo da Legislação, ficou claro que o vencedor, sendo o Galileu, teremos nova eleição. A decisão de quem vai concorrer pelo meu partido não depende só de mim. Temos um fato novo, que já é uma expressão popular através do voto. Temos de jogar com esse fato novo também. Mas agradeço à população que votou em nós gente por confiar naquilo que propomos".

Quarto colocado
Já o candidato Iris Almeida (PT), que obteve 5.552 votos (11,08%), considerou o próprio resultado como positivo porque, segundo ele, conseguiu fazer muito com poucos recursos.

"Nós não gastamos nem R$ 40 mil. Não tivemos nem um carrro de som nas ruas e não jogamos material a esmo. Fizemos uma campanha bem pobre nesse sentido, mas mostrando nossas propostas e o que pretendemos. A linha mestra da nossa proposta é o orçamento participativo para discutir problemas necessários de serem discutidos e destacar prioridades", declarou. 
Sobre a situação jurídica de Galileu, Iris, que é advogado e atuou como presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), disse que apesar de a votação do primeiro colocado ter sido expressiva, ele não teria como escapar da condenação pelo TSE. "Ela certamente virá e, por isso, uma nova eleição ocorrerá e estarei de volta à disputa, de volta às ruas para mostrar nossas propostas ao povo e questionar a população, inclusive os indecisos, que representam uma parcela muito expressiva que votou em branco ou anulou o voto. Queremos mostrar que somos capazes de governar de uma forma à altura que Divinópolis merece", afirmou.

Quinto colocado
O menos votado em Divinópolis, Mario Lúcio, teve 977 votos (1,95%) e disse que teve pouco tempo para trabalhar na própria campanha, pois assumiu a candidatura após a renúncia de Jorge Torquato que teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral. "Eu não podia esperar muita coisa porque, além de o tempo ter sido muito menor, não tivemos dinheiro para a campanha. Trabalhamos durante uma semana inteira só entregando santinhos. Sempre que conversávamos com eleitores que ainda se diziam indecisos, eles diziam que acreditavam na nossa proposta. Se tivéssemos tempo e dinheiro, teríamos arrebentado", comentou.

Sobre o impasse jurídico que envolve o Galileu, Mario Lúcio não soube dizer se será candidato caso haja novas eleições. "Entre os dois, eu prefiro o Galileu. Porque o Marquinho só anda com gente tipo o Vladimir e isso é puro cabide de empregos na Prefeitura. Claro que muita gente me viu como opção, pois consegui tirar uma quantidade razoável de votos. Se houver nova eleição, ainda precisarei ver se o partido me apoiará", finalizou.

Fonte: G1