BOPE da PMMG e Faculdades de Ciências Médicas realizam simulado de ação criminosa com várias vítimas

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), e a Faculdade Ciências Médicas (FCMMG) realizaram nesta sexta-feira (21.10), no Parque Municipal, em Belo Horizonte, um simulado de uma ação criminosa com vários feridos. O simulado faz parte da capacitação de alunos e profissionais da saúde em relação ao atendimento de vítimas em situações como a que foi montada no local.
 (Fotos Polícia Militar/Divulgação)

Segundo o subcomandante do Esquadrão Antibombas do BOPE, tenente Matos, foram feitos dois tipos de treinamento - um de prestação de socorro e o outro de negociação.  "Iniciamos com a simulação de uma explosão de um artefato explosivo e, a partir daí, foi testada a capacidade de atendimento de algumas equipes, como as de socorro e resgate, e também de  resposta do Esquadrão Antibombas.  Paralelamente, iniciamos um processo de negociação com um dos criminosos que, ao perceber a chegada dos militares, tomou um transeunte do parque como refém."
O subcomandante vê como positivo, o intercâmbio da PMMG com o meio acadêmico. "Além do trabalho em conjunto, em situações como esta  poderemos contar com profissionais preparados para os atendimentos às vítimas."
 
Dinâmica
 
Os alunos dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Medicina e Psicologia se dividiram entre socorristas, vítimas, atendimento e apoio, colocando em prática o que aprenderam em sala de aula. 
Durante o treinamento, policiais militares fizeram a negociação com o homem que havia feito um refém e ameaçava explodir uma segunda bomba.  Os militares fazem parte do curso de negociação do BOPE. Com apoio dos cães do Canil da PM, a bomba foi encontrada e desativada pelos militares. Um robô também foi utilizado pelo BOPE.  Com a constatação de que o local já estava seguro, a equipe de saúde foi liberada para iniciar os atendimentos. 
Para a coordenadora do Núcleo de Ensino da FCMMG, Jaqueline Barata, o simulado permite tanto a alternância entre a teoria e prática,  quanto o exercício de alguns tipos de procedimentos e atitudes. "Nossos processos são multidisciplinares e, por isso, a parceria com a Polícia Militar e com os outros órgão de segurança  é fundamental para conseguimos dar veracidade ao simulado", disse.   
O simulado contou com apoio do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), do Serviço Médico de Urgência (SAMU) e de servidores do Hospital João XXIII.