Polícia teria prendido homem errado em caso de policial assassinado em BH

Fontes ligadas à corporação disseram que suspeito foi solto por não ter sido encontrado com ele a arma utilizada no momento do crime e nem por ter sido pego em flagrante

O Tempo

 

Mendes foi baleado na noite de terça-feira (6) e teve morte encefálica dois dias após o crime

O homem preso na última quinta-feira (8) suspeito de atirar e matar um policial civil na região da Pampulha, em Belo Horizonte, teria sido solto por falta de provas.
Segundo fontes ligadas a corporação do policial e ao Sindicato dos Servidores da Policia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol), o suspeito, que não teve o nome revelado, ainda estaria sendo monitorado pela Polícia Civil, mas por não ter sido encontrado com ele a arma utilizada no momento do crime e nem por ter sido pego em flagrante, o delegado responsável pelo caso teria optado por liberar o suspeito um dia após sua prisão.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Polícia Civil não confirmou a informação e disse que o caso segue em investigação. Em contato com a 4º Delegacia Noroeste da  Polícia Civil, uma fonte confirmou a informação, mas disse que o delegado responsável pela investigação, Dr. Murilo de Lima, estaria em rua prosseguindo as investigações.
Entenda o caso
Internado no Hospital Odilon Behrens, Vinícius Morais Mendes, 29, teve morte encefálica dois dias após o crime.
Mendes foi baleado na noite de terça-feira (6) após estacionar seu carro na rua Belterra e seguir a pé com a namorada para a avenida Fleming, uma das principais da região.
No meio do trajeto, ele percebeu que um suspeito se aproximava com uma arma na cintura. O investigador pediu que a namorada corresse enquanto ele tentava se esconder atrás de um carro, mas o policial acabou atingido.
Parentes do investigador negam que ele tenha sido vítima de ameaças recentemente. A Policial Civil tem considerado o caso como latrocínio. Os três suspeitos continuam foragidos.