Odebrecht proíbe funcionários de fazer doações eleitorais


Estadão Conteúdo



Em comunicado interno, a Odebrecht orientou os funcionários sobre as restrições de doações eleitorais em vigor a partir deste ano e proibiu os integrantes da empreiteira de contribuírem com as campanhas políticas. O texto é assinado pelo diretor-presidente do Grupo, Newton de Souza e diz que "são vedadas quaisquer doações por integrantes com recursos direta ou indiretamente, providos por empresa que integre a Organização Odebrecht, ou o consórcio de que faça parte".
A Odebrecht é uma das empresas investigadas na Operação Lava Jato, suspeitas de terem feito colaborações a campanhas eleitorais em troca da obtenção de contratos junto a estatais, como a Petrobrás. Os executivos da empreiteira negociam com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

"Considerando o período eleitoral já em curso no Brasil, chama a atenção de todos os integrantes sobre a vedação legal em vigor. Neste contexto, esclareço, adicionalmente, que está vedado também qualquer pagamento por meio de disponibilidade de facilidades, equipamentos ou instalações para fins eleitorais como, por exemplo, disponibilização de meios de transporte para candidatos e suas equipes, o oferecimento de espaços para reuniões relacionadas à campanha eleitoral, ou o pagamento de gráficas para impressão de materiais de divulgação de partidos e seus candidatos", diz o comunicado aos integrantes da empresa.


As eleições municipais deste ano são as primeiras em que a proibição de doações empresariais para campanhas estão valendo.

O diretor-presidente destaca que os funcionários devem consultar a empresa se tiverem dúvida sobre o "relacionamento extracontratual com agentes públicos ou políticos". (Beatriz Bulla e Fabio Fabrini)