Já foi a época em que o reforço nos estudos obrigava o aluno a ficar enfiado entre pilhas de livros ou contratar um professor particular. Preocupados em repassar os tópicos mais importantes e assim se salvar da temida recuperação de fim de ano – ou mesmo em conseguir boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) –, cada vez mais os jovens recorrem aos aplicativos de reforço escolar. 
As ferramentas, baixadas pelo celular ou tablet, são consideradas pelos alunos dinâmicas e capazes de complementar os estudos. E especialistas da área de educação garantem: o bom uso das plataformas digitais pode render resultados satisfatórios.
Foi pensando em otimizar o que se aprende em sala de aula que o estudante do ensino médio Raphael Bruno de Castro, de 17 anos, recorreu a um aplicativo. “Meus pais estranharam no início, achavam que eu estava enrolando para estudar. Tive que apresentar as funções educacionais para eles antes de liberarem o uso”, conta.
Para a professora da UFMG, Juliane Correa, os pais podem ficar despreocupados. “Temos uma formação que tenta nos mostrar que estudar é sofrido e chato. Os aplicativos, porém, se mostram como opção prazerosa e que possibilita aprender com seus pares”, explica Juliane Correa, que é especialista em tecnologia, ciência e educação.
Ela diz ainda que o estudante deve escolher as opções com critério. Juliane Correa recomenda evitar aplicativos e sites focados na memorização, técnica utilizada pela maioria dos professores. “O ideal são as plataformas semelhantes às redes sociais, que possibilitam compartilhar e aprender com as dúvidas dos outros colegas”, reforça a professora.
“A facilidade de acesso também motiva e torna o aprendizado menos maçante” (Miguel Andorffy, criador do aplicativo MeSalva!)
Procura
É no segundo semestre que o AppProva, que faz revisão de conteúdos e simulados, vê a procura pelo aplicativo aumentar. “Há uma curva de sazonalidade nesse período. Atendemos tanto quem se prepara para o vestibular quanto quem quer ampliar o conhecimento transmitido na escola”, frisa Matheus Goya, um dos fundadores da plataforma.
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