Justiça manda soltar suspeito de espancar estudante de medicina em porta de boate em BH

A prisão do jovem apontado como o principal suspeito de espancar o estudante de medicina Henrique Papini, de 22 anos, durou apenas oito dias. 

Hoje em Dia

Rafael Batista Bicalho, de 19 anos, deixou o Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, no último sábado (24).

Ele havia sido detido no dia 16 deste mês, por meio de mandado de prisão preventiva, por agredir uma ex-namorada. Contudo, em audiência realizada no Fórum Lafayette, na sexta-feira (23), o juiz considerou que Bicalho preenche os requisitos legais de liberdade.
Porém, o magistrado determinou que o suspeito seja monitorado por tornozeleira eletrônica 24 horas por dia. Além disso, ele terá que cumprir algumas determinações impostas pela Justiça. Caso desrespeite alguma regra, pode voltar para atrás das grades.
A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) informou que a soltura ocorreu um dia após a decisão do juiz, quando a defesa do jovem apresentou os documentos de liberdade.

Agressões
A violência contra a ex-namorada aconteceu em setembro de 2015 e, desde então, o crime está sendo investigado. Neste mês, após o registro de nova agressão do jovem, a delegada Ana paula Balbino solicitou a reclusão, alegando que "foi necessária a representação da prisão preventiva do investigado a fim de preservar a integridade da vítima, tendo em vista a gravidade dos fatos e últimos acontecimentos entre as partes".  
O comportamento violento de Bicalho veio à tona depois da agressão contra o estudante de medicina Henrique Papini. O universitário foi espancado no dia 7 de setembro na porta da boate Hangar 677, no bairro Olhos D'Água, em Belo Horizonte.
Na ocasião, testemunhas contaram que Bicalho estaria com ciúmes da jovem que acompanhava Papini. Por isso, o jovem recebeu chutes, socos e pontapés. Ele ficou internado na UTI do Hospital Biocor, mas deixou a unidade de saúde alguns dias depois.
Preso preventivamente, Bicalho alegou que agiu sozinho, apesar das suspeitas de que outros cinco rapazes participaram da agressão. Ao delegado que investiga o caso ele também confessou a agressão, mas disse que desferiu apenas um chute na vítima.