Focus mantém projeções de 7,34% para a inflação em 2016 e reduz levemente as expectativas para 2017

 Relatório de Mercado Focus já traz projeções fechadas após a divulgação do PIB do segundo trimestre, a reunião do Copom e o impeachment da presidente Dilma Rousseff

Estadão Economia
 
Foto: Werther Santana|Estadão

Mediana das estimativas da inflação para este ano permaneceu em 7,34%; há um mês, estava em 7,20%  

O Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 05, já traz projeções fechadas após os três principais eventos da semana passada: a divulgação do PIB do segundo trimestre, a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em reação a estes fatores, os economistas do mercado mantiveram suas projeções para a inflação em 2016 e reduziram levemente as expectativas para 2017.  
 
A mediana das estimativas para este ano permaneceu em 7,34%. Há um mês, estava em 7,20%. Para o próximo ano, a expectativa caiu de 5,14% para 5,12%. Um mês antes, estava em 5,14%. Tanto para 2016 quanto para 2017, a meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 4,5%, com margem de tolerância, respectivamente, de 2 pontos porcentuais e 1,5 ponto porcentual.     

No comunicado que acompanhou a decisão do Copom da última quarta-feira, que manteve a Selic (taxa básica da economia) em 14,25% ao ano, o colegiado condicionou o corte de juros a três fatores que "permitam maior confiança no alcance das metas para a inflação": a limitação do choque dos preços dos alimentos, a desinflação de itens do IPCA em velocidade adequada e a redução das incertezas sobre o ajuste fiscal.     
 
No relatório Focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, as medianas das projeções para este ano melhoraram, passando de 7,45% para 7,42%. Para 2017, permaneceram em 5,25%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 7,20% e 4,97%.
Já a inflação suavizada 12 meses a frente voltou a ceder, passando de 5,32% para 5,28% de uma semana para outra - há um mês, estava em 5,48%. Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para agosto permaneceu em 0,42%. Um mês antes, estava em 0,30%. No caso de setembro, a previsão seguiu em 0,36%. Há quatro semanas, era de 0,35%.