O Procon-MG, órgão do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), avaliou o café produzido no Estado e concluiu que 30,7% das analisadas são impróprias para o consumo. Foram monitoradas 241 amostras do produto torrado e moído, dos anos de 2014 e 2015. 
Hoje em Dia
 
O estudo do Procon constatou a contaminação do café pela Ocratoxina A – substância que contém propriedades carcinogênicas, nefrotóxicas, teratogênicas, imunotóxicas e neurotóxicas. Além disso, foi encontrada a presença de elementos estranhos, impurezas, sedimentos, sujidades, larvas e parasitas. 

De acordo com o orgão, a principal irregularidade detectada foi a presença de impurezas, como cascas, paus e outros elementos provenientes da cultura do café. Na avaliação somente deste item, 27,8% das amostras foram consideradas impróprias para consumo.
Na análise da Ocratoxina A, 212 amostras foram avaliadas e 4,2% foram reprovadas por conterem elevado índice da substância. Além disso, foram encontrados durante a avaliação, elementos estranhos à cultura do café, como o milho, em 2,1% das amostras. Em alguns casos, o número chegou a 6,04% do peso total do produto. A adição do ceral ao, em qualquer quantidade, é considerada adulteração.
O coordenador do Procon-MG, o promotor de Justiça Fernando Ferreira Abreu, afirmou que todas as marcas que apresentaram irregularidades estão sendo processadas administrativamente, com o objetivo de retirar os lotes de circulação do mercado e evitar erros futuros.  Ainda segundo o promotor, também está prevista a aplicação de multa pelo órgão de defesa do consumidor.