Estacionamento armazenava grande quantidade de drogas em São Vicente no Litoral Paulista

O estabelecimento fica na Rua Alcides Alves de Carvalho, 195, na Vila Margarida

A Tribuna

Droga foi encontrada dentro de estacionamento de São Vicente (Foto: Divulgação/Polícia Militar)

Dono de um estacionamento e lava-rápido que funcionam em um mesmo endereço, em São Vicente, o comerciante Ricardo da Costa, de 37 anos, teve a prisão preventiva decretada, mas permanece foragido. Na noite da sexta-feira da semana passada, policiais do 39º BPM/I apreenderam no local 821 quilos de maconha.
O estabelecimento fica na Rua Alcides Alves de Carvalho, 195, na Vila Margarida. Os PMs foram ao local após denúncia anônima revelar que ali era guardada grande quantidade de drogas. Na hora da vistoria, acontecia no local uma reunião política com um candidato a vereador em São Vicente, correligionários e potenciais eleitores.
Recepcionados por Tatiane Dejanira Pereira, de 34 anos, que se intitulou mulher de Ricardo, dono do estacionamento e lava-rápido, os policiais a informaram sobre o motivo de estarem ali. Em seguida, encontraram uma pilha de maconha sob uma lona azul. A droga estava dividida em 689 tijolos.
Indagada sobre Ricardo, ela informou que ele estava no estacionamento, mas foi embora a pé, deixando o seu carro no lugar, ao perceber a chegada dos policiais. Conduzida à Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Santos, a mulher foi autuada em flagrante por tráfico pelo delegado Francisco Garrido Fernandes, sendo levada à cadeia.
Preventiva
 juíza Andréa Aparecida Nogueira Amaral Roman realizou a análise do flagrante e o considerou “material e formalmente em ordem”. Segundo a magistrada, “foram cumpridas todas as formalidades legais e respeitadas as garantias constitucionais”, sendo o caso de se converter a prisão em flagrante da acusada em preventiva para garantir a ordem pública e social, além de evitar eventual obstrução ao processo.
Na mesma decisão, a juíza acolheu pedido do Ministério Público para decretar a preventiva de Ricardo. Em sua fundamentação para determinar a prisão desse acusado, ela levou em conta o fato dele ser o responsável pelo estabelecimento onde a maconha estava escondida e a sua fuga no momento da chegada dos policiais, “o que configura tentativa de se furtar à aplicação da lei penal”.