Cruzeiro aproveita falhas do Botafogo, vence por 5 X 2 e encaminha classificação na Copa BR

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GRANDE PASSO - Raposa poderá perder por três gols de diferença que mesmo assim passará de fase
Depois de um começo de partida equilibrada, o Cruzeiro mostrou sua força no Rio de Janeiro e, aproveitando da fragilidade do adversário, venceu o Botafogo por 5 a 2, na noite desta quinta-feira, no estádio Luso-Brasileiro, em partida válida pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Ramón Ábila, duas vezes, Robinho, Henrique e Emerson Santos (contra), garantiram o ótimo resultado para a Raposa. Sassá e Neilton marcaram os gols cariocas.
O Jogo
Equilíbrio, essa é a palavra que resume bem o primeiro tempo. O Cruzeiro começou melhor, mas o Botafogo se igualou ao time celeste nos 45 minutos. Logo na primeira virada do relógio, o argentino Ramón Ábila teve a primeira chance da Raposa. O argentino recebeu lançamento de Arrascaeta, invadiu a área e chutou. A bola bateu na rede, mas do lado de fora.
Durante o início da partida as equipes se estudavam em campo, com forte marcação de ambos os lados. O Botafogo conseguiu sua primeira chance aos 15 minutos, com Sassá, o grande nome da equipe carioca na etapa inicial. O atacante botafoguense recebeu no ataque, cortou o zagueiro Bruno Rodrigo, mas chutou em cima da marcação. Um minuto depois, em cobrança de escanteio, Bruno cabeceou com perigo e quase marcou o primeiro gol dos mandantes.
A partida era lá e cá. Ramón Ábila apareceu de frente para a área do goleiro Sidão, e, de perna esquerda, assustou o arqueiro adversário.
O Botafogo seguia com a bola no pé durante maior parte do tempo, mas era o Cruzeiro que chegava com perigo ao ataque. Apesar das investidas, a Raposa não conseguia quebrar a forte marcação botafoguense. Em um lance de contra-ataque, Diogo cruzou para a área, onde estava Sassá, que aproveitou o vacilo da zaga celeste, e abriu o marcador: 1 a 0.
Parecia que o primeiro tempo terminaria com os cariocas em vantagem. No entanto, em um lance muito infantil do zagueiro Renan Fonseca, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza marcou pênalti no último minuto da primeira etapa. O defensor da equipe carioca empurrou o cruzeirense Henrique dentro da área.
Na cobrança da penalidade máxima, Ramón Ábila fez o seu sétimo gol em dez jogos. O tento igualou o argentino, no quesito média de gols iniciais, ao ídolo Revetria. Nos anos 70, o uruguaio anotou sete gols em dez jogos.
“Difícil, empatamos o jogo. Vamos aproveitar que isso aconteceu e voltar melhores para o segundo tempo”, disse o atacante Rafael Sóbis em entrevista ao canal fechado Fox Sports, na saída para o intervalo.
As pretensões de Rafael Sóbis se concretizaram na segunda etapa. O Cruzeiro voltou fulminante e imprimiu o ritmo de jogo. Logo após o apito inicial, Ramón Ábila ficou cara a cara com Sidão, mas enfeitou demais o lance, tentando encobrir o goleiro botafoguense, e perdeu grande chance.
Em resposta rápida, Sassá, novamente ele, teve um gol mal anulado, lance que poderia ter mudado a história do jogo. O lance acordou o Cruzeiro, e, ao que parece, deixou o Botafogo desnorteado.
Tanto que aos 13 minutos o zagueiro Emerson Santos jogou contra o próprio patrimônio e balançou as redes de Sidão. Cruzeiro: 2 a 1. E não deu nem tempo da Raposa comemorar. Neilton, um minuto depois, fez valer a “lei do ex” e empatou.
A noite era de Ramón Ábila. Aos 18 minutos, Rafael Sóbis disparou pela esquerda e mandou a bola para a área. No melhor estilo artilheiro, o argentino saltou na bola e, de peito – com um aparente toque no braço – fez o terceiro da Raposa. O tento foi o oitavo dele em dez jogos, melhor marca de um estrangeiro desde a década de 1970 no time celeste.
A partir daí só deu Cruzeiro. Robinho fez mais um para a equipe mineira, aos 21. O volante Henrique fechou a conta aos 46. E o ponto fraco do Botafogo no segundo tempo foi a defesa, que “bateu cabeça” e colaborou para a vitória estrelada.
Com o placar, o Botafogo precisará, no dia 21 de setembro, data da partida de volta, que fazer uma diferença de quatro gols se quiser avançar às quartas de final da Copa do Brasil. Missão difícil, já que a partida acontecerá no Mineirão.