Cadelas de rua são adotadas e viram 'frentistas' em postos de combustíveis em Divinópolis,leia mais

Pretinha tem crachá e uniforme; ela vigia e faz companhia aos funcionários.
Noinha é a mais antiga do estabelecimento em Divinópolis.


Pretinha junto aos companheiros frentistas  (Foto: Giovanni Ferreira/Arquivo Pessoal)

Ela tem boné, usa crachá e uniforme. A cadelinha 'frentista' Pretinha, que foi adotada pelos funcionários de um posto de combustíveis em Divinópolis, é a queridinha da vizinhança e já conquistou os clientes. Após cinco anos morando no estabelecimento, a mascote faz parte da equipe e, além disso, já alertou os frentistas em momentos de assaltos.
O funcionário Giovanni Ferreira lembra que a cadela vivia nas ruas e começou a rondar pelo local e, por causa disso, os frentistas foram dando carinho e a acolheram. Dessa forma Pretinha se tornou parte da família.
“Ela é nosso xodó e os clientes também gostam muito dela, já quiseram até adotá-la, mas nós não deixamos. Frequentemente a gente faz vaquinha para comprar remédios e comida. E olha que ela só come pão com manteiga (risos). Ela está sempre limpa e toma banho duas vezes por semana”, afirmou.

Cadela tem crachá, boné e uniforme
(Foto: Giovanni Ferreira/Arquivo Pessoal)

Além de receber carinho dos frentistas, Pretinha, que é dócil, também conquistou outras pessoas. Durante o inverno moradores costumam levar agasalho e roupas de frio. Segundo Giovanni, a admiração por todos não é em vão, ela sabe retribuir o cafuné. Nos turnos da madrugada, Pretinha o ajudou na segurança durante um assalto no estabelecimento.
“Além de ter todas as qualidades, ela é a ‘frentista’ vigia. Quando sofri um assalto, Pretinha me avisou bem antes dos criminosos chegarem. Ela latia sem parar e eu senti que ali não estava sozinho. Acredito que a Pretinha evitou que algo pior acontecesse”, concluiu.
Mais cadelas 'frentistas' pela cidade
Outra cadela que faz a alegria dos frentistas de um outro posto de combustíveis em Divinópolis é a Noinha. Segundo Welton Silveira que é funcionário do local, ela é a mais antiga do estabelecimento. Ninguém sabe a idade ou quando chegou, pois já houve trocas de direção do posto e trocas de funcionários. Mas mesmo assim a cadelinha continuou morando no local. Para Welton, Noinha é a dona do estabelecimento.

“Eu trabalhava no posto anos atrás e ela já estava lá. Fui demitido e depois admitido de novo. Nada mudou, a Noinha continua nos acompanhando, ajudando a vigiar e garantindo nossa segurança. Ela também sempre no mesmo lugar. Só que agora está bem velhinha e já perdeu quase todos os dentes, na verdade restou apenas um”, disse.


Welton fazendo cafuné na cadela Noinha
(Foto: Marcela Mesquita/G1)

No local, Noinha é a mais popular e os moradores da vizinhança passam para cumprimentá-la quase sempre. De acordo com o frentista, uma senhora leva de bicicleta salsichas e salame todos os dias, pois é o único alimento que ela consegue comer.
“Noinha é famosa por aqui, pois é muito dócil, brinca com todo mundo. Inclusive um senhor que é catador de papelão vem sempre vê-la e, além da senhora de bicicleta que vem todos os dias, ainda tem um rapaz que vem de moto trazer comida para ela", afirmou.
Para Welton, a cadela é cheia de mordomias, pois é carinhosa com todos em volta e não vê diferenças em ninguém. Mas tem apenas um "defeito", segundo ele: Noinha não gosta de tomar banho e vive suja no posto.
"Uma vez juntamos dinheiro e a levamos no petshop. Ela ficou limpinha, mas foi só chegar no estabelecimento que procurou a primeira poça para se sujar (risos). Mas mesmo não gostando de banho, nós cuidamos dela da melhor forma possível e a amamos como é”, concluiu.


Noinha é a mais antiga do estabelecimento (Foto: Marcela Mesquita/G1)

Fonte: G1