Anac suspende helicóptero que sobrevoou iates e serviu de plataforma para mergulho de passageiro, vídeo

Monoturbina é o mesmo apreendido em 2013 com cocaína a bordo 
 Aeronave é a mesma apreendida com cocaína em 2013

A ANAC interditou um helicóptero flagrado realizando manobras irregulares sobre banhistas em Escarpas do Lago, em Minas Gerais. Um vídeo publicado nas redes sociais mostra Robinson R66, matrícula PR-GZP, sobrevoando banhistas e embarcações possivelmente na represa de Furnas, informação não confirmada. A aeronave atinge uma altitude de voo próxima da altura dos banhistas e, em dado momento, uma pessoa salta da aeronave para água.
Aeronave é a mesma apreendida com cocaína em 2013
A medida de interdição foi aplicada de maneira cautelar para que todos os fatos da ocorrência sejam esclarecidos. A manobra colocou em risco a segurança e a integridade física das pessoas envolvidas. Ao final do processo de apuração, operador e piloto poderão sofrer sanções administrativas como multas e, de acordo com avaliação do caso, suspensão das habilitações dos envolvidos. O caso também poderá ser enviado à Polícia Federal para que as penalidades cabíveis em âmbito criminal sejam aplicadas.
A aeronave envolvida no caso se tornou famosa em 2013, quando foi apreendida pela Polícia Federal transportando 445 quilos de cocaína. Segundo relatos da época, a aeronave, que pertenceria a uma empresa de familiares do senador Zeze Perrella, havia partido de São Paulo para Afonso Cláudio, na Região Serrana de Minas Gerais, quando foi interceptada pelas autoridades. 


Aeronave flagrada em voo rasante no Lago de
Furnas (Foto: Anac/Divulgação)


Diferente do que revelou consulta realizada em 14/09/2016 no RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro) on-line no site a Anac, segundo a qual a aeronave ainda aparecia como sendo operada pela empresa Limeira Agropecuária, a assessoria de imprensa do senador Zezé Perrella informa que o helicóptero já não pertence à empresa Limeira Agropecuária e Participações Ltda desde 20 de junho de 2016, tendo sido vendida à Lar & Construção Empreendimentos Imobiliários Ltda.
Segundo carta da Polícia Federal divulgada à imprensa à época, "as investigações apontam envolvimento isolado do piloto da empresa com o outro piloto preso, que seria a pessoa com vinculação direta à quadrilha proprietária da droga e não foi encontrada qualquer relação com o piloto ou com a empresa proprietária do helicóptero e seus representantes legais".  

Fonte: Aero Magazine