Hoje em Dia
 
Desde o início de 2014 o mercado de automóveis usados tem registrado um movimento de ascensão, uma vez que comprar um carro novo se tornou mais difícil para uma parcela significativa dos consumidores, o que motivou a valorização de alguns modelos, principalmente os compactos. Mas alguns modelos de porte maior, como o Fiat Freemont, podem ser uma opção que une conteúdo e espaço a um valor factível. O modelo pode ser encontrado por menos de R$ 50 mil no mercado de usados.
Importado do México, o clone do Dodge Journey chegou ao mercado no final de 2011, justamente para ocupar um degrau abaixo do norte-americano. Seu motor 2.4 de 172 cv está longe de ser o mais vigoroso do mercado, ainda mais num gigante de quase 1.800 quilos. 
No entanto, os 22,4 mkgf de torque garantem um comportamento satisfatório e consumo mediano para um carro desse porte. Suas médias giram em torno de 7 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada. Mas vale lembrar que esses números só são obtidos usando o modo econômico da transmissão e com o pé direito bem leve. Se pisar, o computador não se envergonha em exibir 3 km/l.
Apesar de não ser referência em desempenho, o Freemont tem bons argumentos como espaço generoso, sete lugares, bom nível de acabamento e conteúdos.
Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os valores de referência do jipão giram entre R$ 58.500 e R$ 110.500. No entanto, unidades 2011/2012 podem ser encontradas por R$ 49 mil. Mais barato que um Uno Sporting completo e com caixa manual, que sai por R$ 50.843.
Onde o calo aperta
Por outro lado, os modelos fabricados de 2011 a 2014 são equipados com caixa de quatro marchas, que, além de terem consumo mais elevado, especialistas alertam que a transmissão pode apresentar falhas no conversor de torque, podendo resultar num reparo caro – acima de R$ 8 mil.</CW>

Para fugir da caixa de quatro marchas seria necessário apostar numa unidade a partir de 2015, equipada com transmissão de seis velocidades, mais moderna e resistente que a anterior. No entanto, segundo a Fipe, o valor de tabela salta para R$ 92 mil, num patamar de preços em que é possível conseguir espaço e conteúdo num automóvel novo de porte médio.
Mecânicos também advertem para o preço elevado da manutenção. Algumas peças de reposição, como os coxins e amortecedores traseiros, demandam a remoção de um grande número de itens, o que torna a mão-de-obra onerosa.
Outro senão do Freemont é a dificuldade de encontrar peças de reposição no mercado paralelo, deixando o consumidor refém dos salgados preços cobrados nas redes autorizadas. 
Ou seja, antes de bater o martelo, o ideal é uma avaliação criteriosa de mecânico de confiança, pois o bom preço pode esconder um gasto alto no futuro.