Martine e Kahena confirmam favoritismo e levam o ouro na vela

Hoje em Dia
Martine Grael e Kahena Kunze confirmaram as expectativas e conquistaram a quarta medalha de ouro do Brasil na Rio 2016, na classe 49ER FX, da vela. A dupla venceu a regata das medalhas, disputada nesta quinta-feira (18), na Baía de Guanabara.
Agora capeãs, elas escreveram o nome na história do esporte ao serem as primeiras mulheres a ganharem na 49er FX numa edição olímpica. A categoria estreou em Sydney-2000, mas era disputada somente entre os homens. E a conquista foi com muita emoção na medal race, quando a dupla chegou na primeira posição e garantiu o ouro.

As brasileiras superaram as neozelandesas Alex Maloney e Molly Meech por apenas dois segundos na regata final e terminaram a competição com 48 pontos, contra 51 da dupla da Nova Zelândia. As dinamarquesas Jena Hansen e Katja Steen Salskov-Iversen levaram o bronze, com 54 pontos perdidos.
Em sua primeira Olimpíada, Martine, que tem 25 anos e é filha de Torben Grael - também campeão olímpico, e Kahena, também de 25 anos, chegaram à competição como favoritas. Elas venceram o Campeonato Mundial da Federação Internacional de Vela em 2014 e foram vices no Campeonato Mundial da categoria em 2015.
Com o pódio, a vela brasileira chegou a 18 medalhas na história dos Jogos, sendo uma das modalidades mais vitoriosas do país. Um parte delas, oito, foi conquistada pela família Grael. Além de Martine, seu pai Torben tem cinco medalhas em Olimpíada e o tio Lars tem duas.
A PROVA
A medal race foi emocionante e as quatro equipes (Brasil, Nova Zelândia, Dinamarca e Espanha) sabiam que podiam chegar ao ouro ou ficar sem medalha, pois a diferença de pontos era mínima. Logo na largada, a dupla italiana saiu na frente, seguida pela neozelandesas. Martine e Kahena sempre ficaram na terceira posição, o que no mínimo já garantiria a prata, porque a Itália estava fora da briga.
Só que Martine e Kahena, após a boia 4, escolheram o melhor lado da raia e chegaram à última boia na liderança, dez segundos à frente da dupla da Nova Zelândia e com 34 segundos de diferença para as dinamarquesas. As brasileiras mantiveram o ritmo, fecharam a prova na frente e comemorar o ouro inédito na carreira com muita festa e se jogaram na água da Baía de Guanabara.