Garoto de 15 anos assassinado junto com a mãe é enterrado em Papagaios

Mulher e filho foram encontrados carbonizados em Sete Lagoas; 15 dias antes, vítimas foram sequestradas e mulher chegou a dizer que parentes poderiam ter envolvimento no desaparecimento dela e do filho

O Tempo

Kaíque tinha sido sequestrado com a mãe dias antes

O adolescente Kaíque Oliveira Amaral, de 15 anos, foi sepultado nesse domingo (28) na cidade de Papagaios, na região Central do Estado. Ele e a mãe foram encontrados mortos em Sete Lagoas. A autoria e motivação do duplo homicídio ainda são um mistério.
Os crimes foram descobertos na última sexta-feira (26) quando populares avistaram um carro queimado às margens da BR-040. Militares estiveram no local e encontraram o garoto no chão com várias partes do corpo queimadas e uma lesão na cabeça. Já Leila de Oliveira Costa, de 47, estava totalmente carbonizada dentro do Siena.

As investigações do caso já começaram, mas a Polícia Civil ainda não divulgou se há alguma suspeita do que teria acontecido com mãe e filho. Um detalhe que chama a atenção é um suposto sequestro que aconteceu 15 dias antes das mortes.
No dia 13 de agosto, Leila registrou um boletim de ocorrência afirmando que dois dias antes, no dia 11, passava pela MG-060 com o filho quando, próximo à Zona do Grilo, no município de Maravilhas, teve o carro interceptado por dois veículos.
Três homens ordenaram que mãe e filho saíssem do automóvel. Os criminosos colocaram sacos plásticos nas cabeças das vítimas, que foram levadas para a cidade de Fortuna de Minas e agredidas até as 5h da madrugada do dia 12.
Ainda na versão da mulher, ela e Amaral foram localizados por pescadores. Os bandidos não levaram o carro da família, mas fugiram com vários objetos pessoais e uma quantia de aproximadamente R$ 30 mil.
Na época, a mulher chegou a dizer que alguns parentes poderiam ter envolvimento com o crime, uma vez que sabiam que ela estava com o dinheiro dentro do Siena. Ninguém foi preso.
Ainda não há confirmação se os mesmos bandidos que praticaram o sequestro têm envolvimento com os homicídios. O corpo de Leila ainda passa por exames do Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte.
“Foi um susto ao receber a notícia das mortes. Não sabemos quem e por qual motivo mataram a Leila e o Kaíque”, se limitou a dizer um conhecido, que pediu para não ter o nome divulgado. A família das vítimas não foi localizada para comentar o caso.


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