Fugir de casa é sintoma de Alzheimer? Saiba mais

 Marcelo Levites/Estadão

Neste final de semana recebi em minha rede social um pedido de socorro de uma senhora informando que o seu marido de 65 anos havia desaparecido. Ele mora em uma capital tão populosa quanto São Paulo e com todos os perigos de uma cidade grande. Felizmente ao final do dia recebi a informação de que ele havia sido encontrado e, por sorte, sem nenhum dano físico.
Esta não foi a primeira vez que este senhor “fugiu” de casa. Vários outros episódios haviam ocorrido e assustado toda a família. Há cerca de 2 anos, ele foi diagnosticado com o mal de Alzheimer, mas chegar a este diagnóstico não é uma tarefa simples. 

Isso porque essa doença, assim como outras demências, inclui uma série de sintomas complexos que podem mudar de acordo com a personalidade da pessoa e o meio em que ela vive. Doenças ou distúrbios também podem ser confundidos com o Alzheimer.
O site Alzheimer Universal apresenta uma série de sintomas que podemos acompanhar para verificar se há alguém de nossa família com esta doença. Veja alguns deles:
Fuga
Assim como o senhor citado, o doente de Alzheimer tende a vagar sem rumo, o que torna a situação para a família bem perigosa pois pode se perder, se machucar e até não ser encontrado.
Apatia
O doente de Alzheimer pode apresentar tristeza e indiferença diante dos estímulos externos.
Ansiedade
Em alguns casos eles podem apresentar grande ansiedade que pode ser acompanhada de euforia, que pode ser definida por um estado de humor elevado e sem sentido.
Agressão
Pessoas com Alzheimer podem ser bastante agressivas e, dependendo da sua força, podem ser um risco para as pessoas que os assistem e até a eles mesmos.
Delírios
Delírios do tipo paranoico podem se apresentar como, por exemplo, acreditar que alguém o está perseguindo, roubando e até tentado mata-lo. Estes delírios não são incomuns.
Distúrbios alimentares e do sono
Há risco grande de as pessoas trocarem o dia pela noite e, em muitos casos, deixarem de dormir as 8 horas necessárias. Além disso, a alimentação também fica prejudicada e pode ser caracterizada por um interesse excessivo em determinado alimento ou desinteresse total.
Cuidar e atentar para os sintomas é algo complexo e difícil. A família tende a não aceitar que o ente querido está passando por este problema. Felizmente hoje há métodos específicos para tratar e lidar com esta doença e os médicos estão mais preparados para essas situações. Como em tudo na vida, tratar a situação com realismo, amor e paciência é o passo inicial para cuidar da pessoa doente. Se não consegue sozinho, peça ajuda, mas saiba que a culpa não é sua. A doença não escolhe classe social ou pessoa, mas é possível aprender a conviver com ela. Viva mais e melhor.



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