Achocolatado que matou criança no Parque Cuiabá pode ter sido ''batizado'', leia e entenda o caso



Fonte:24 HorasNews
 (Foto Ilustrativa)

A morte do menino de apenas dois anos Rhayron Cristian da Silva, no Parque Cuiabá após tomar um achocolatado da marca Itambézinho, pode ter sido provocada por colocação de veneno no produto e não por falha da empresa na formulação do achocolatado. A Polícia Civil já trabalha com a possibilidade de assassinato, provocada por um dono de um dos mercadinhos do bairro contra um marginal, menor de idade, que constantemente visitava seu estabelecimento de madrugada para roubar entre outras coisas achocolatados.

No bairro, localizado na região Sul de Cuiabá e pessoas que residem próximo à casa da mãe da criança e também em uma praça do bairro onde ela comercializa espetinhos à noite foram claras ao afirmar que o problema não ocorreu na fabricação do achocolatado, mas sim na manipulação do produto, já no próprio bairro.

Segundo as pessoas ouvidas pela reportagem, um jovem, de apenas 15 anos, que vem atormentando os moradores com sua onde crime – roubos a residências, a estabelecimentos comerciais e comercialização de drogas, deve ser o principal pivô da morte da criança. É que este jovem roubava as coisas e para comprar drogas revendia o que roubava para vizinhos. E foi exatamente isso que a reportagem do 24 Horas News apurou.

Na quarta-feira este garoto infrator teria oferecido uma embalagem com cinco achocolatados – do tipo todinho – a seus vizinhos, vendedores de espetinhos no bairro. O pai do menino resolveu aceitar a oferta e comprou toda a embalagem que foi acondicionada na geladeira. Segundo o pai da criança, o suspeito alegou que teria ganho o produto, mas que não queria tomar.
O achocolatado ficou na geladeira da casa da família durante toda noite e por volta das 9h da manhã de quinta-feira a mãe da criança morta abriu uma das embalagens para dar ao menino. Ela disse que chegou a tomar um pouco e repassou o restante para o filho que tomou. Depois de cinco minutos a criança começou a ter problemas de respiração eliminando secreções com sangue, por boca e nariz.

Levada a Policlínica do Coxipó, que fica perto do Parque Cuiabá, a criança praticamente chegou morta. A mãe também enfrentou os mesmos problemas, mas vomitou, o que pode ter evitado sua morte. Um amigo família da criança, de 18 anos, também tomou um outro achocolatado que estava na embalagem e está internado no Pronto Socorro de Cuiabá com a suspeita de envenenamento.

Tão logo tomou conhecimento da tragédia pelos vizinhos da criança, o menor infrator tratou de fugir do bairro, com a ajuda de seus familiares. Mas para algumas pessoas chegou a comentar que teria roubado o produto no próprio bairro, o que leva a suspeita de que o comerciante teria colocado, de alguma forma, veneno no achocolatado para matar o ladrão, o que não deu certo provocando a morte da criança.

O pai da criança entregou ao delegado André Renato Gonçalves, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), 5 embalagens do produto suspeito, sendo uma caixa vazia, que foi bebida pelo amigo da família, uma com parte do produto, bebida pela mãe e criança e outras três cheias.

Não havia sinais de perfuração nas caixas, por isso a circunstância em que ocorreu a contaminação do produto ainda é mistério e deve ser esclarecida após avaliação de peritos.

A Policia Civil trabalha também com a hipótese de que o pai da criança ou o amigo dele, que seriam usuários de drogas possam ter manipulado crack tomando o achocolatado e deixado, sem querer que a droga, ou pare dela, caído no produto, o que pode ter provocado a morte da criança. Segundo policiais que atenderam a ocorrência, alguns vizinhos atentaram para esta possibilidade. No entanto, apenas a perícia da Poli-te é poderá dar o veredito final com o resultado das análises que estão sendo feitas com parte do estomago e sangue da criança e do achocolatado.

Em nota, a empresa Itambé informou que 'foi notificada dos fatos hoje, relatados em Cuiabá, relacionados ao suposto consumo de um produto da linha de achocolatados Itambezinho (200ml). A empresa está em contato permanente com a Vigilância Sanitária regional e auxiliando na apuração dos fatos.

O referido produto está no mercado há mais de uma década e nunca apresentou qualquer problema correlato. Até o presente momento, não tivemos nenhuma outra reclamação do mesmo lote.

A Itambé realiza regularmente provas internas e em laboratórios externos de seus produtos e reitera seu compromisso com a qualidade. A empresa já disponibilizou as contraprovas para os órgãos oficiais e continuará trabalhando em conjunto para outros esclarecimentos que se fizerem necessários'.