Veículos usados em assalto da Prosegur são encontrados em um canavial em Ribeirão Preto/SP

São sete modelos, quatro deles blindados, que estavam em um canavial em Jardinópolis 


Veículos usados em assalto da Prosegur Na última terça (5), foram achados por funcionários de usina em Jardinópolis

A Polícia Militar encontrou, na tarde desta quinta-feira (7), sete veículos usados na fuga da quadrilha que assaltou a empresa de transporte de valores Prosegur, na terça-feira (5), em Ribeirão Preto.
Os veículos, entre eles uma mini van e um caminhão baú pequeno, estavam na estrada de terra de um canavial próximo à Usina Jardest, entre Jardinópolis e Orlândia. Funcionários da usina que encontraram os carros, e chamaram a polícia.
Dos sete veículos, quatro são blindados. As polícias Militar e Civil estiveram no local. Os veículos foram abertos pelos policiais, achegada da perícia de São Paulo.
O canavial onde os veículos foram achados fica a aproximadamente 19,5 quilômetros do local do roubo, na avenida Saudade.

PM acredita que 40 homens participaram de roubo à Prosegur, na terça (5).

Pelo menos sete dos 15 veículos usados pelos suspeitos no mega-assalto à empresa de segurança e transporte de valores Prosegur, em Ribeirão Preto (SP), foram encontrados na tarde desta quinta-feira (7) em um canavial em Jardinópolis (SP). Segundo a polícia, os veículos eram blindados.
Inicialmente, a Polícia Militar informou que 20 homens participaram do crime na madrugada de terça-feira (5), mas o número pode chegar a 40. Nenhum dos suspeitos foi preso. Um policial militar e um morador de rua foram mortos pelos assaltantes. O valor roubado não foi divulgado.

Munição encontrada

Dentro dos veículos foram encontrados carregadores de submetraladoras e fuzis, além de munições. Todo o material será periciado por uma equipe da Polícia Técnica de São Paulo, que deve chegar a Ribeirão Preto nesta noite.


A cartucheira encontrada, segundo o policial é de grande poder, capaz de carregar até 200 munições. "Era um poderio bélico de guerra, eles estavam com um armamento que é exclusivo do Exército e das Forças Armadas", comentou o policial
40 homens
O major, que também participou da ação contra os suspeitos no dia do assalto, acredita que o número de suspeitos é maior que o informado inicialmente. "Não acreditamos em 20 homens, como foi divulgado, mas de 30 a 40", disse.

A estimativa, de acordo com ele, é baseada nas informações da patrulha que viu o comboio de assaltantes e que avisou a base sobre a ação.

Ataque planejado
O assalto ocorreu por volta das 4h30 desta terça-feira (5) no prédio da Prosegur, que fica na Avenida Saudade, zona norte da cidade. Segundo a Polícia Militar, viaturas faziam patrulhamento quando se depararam com um comboio de 15 carros e um caminhão.

A quadrilha bloqueou as ruas de acesso à avenida usando veículos e espalhou pregos pelas vias para dificultar a aproximação da polícia. Em seguida, atirou contra o transformador de um poste, deixando 2,2 mil imóveis e as ruas do bairro Campos Elíseos no escuro. Moradores de diferentes bairros e vizinhos ao local filmaram a ação.
De acordo com o tenente, o grupo estava fortemente armado e tinha desde pistolas a fuzis 556, 762, ponto 50, uma munição capaz de derrubar aviões. Dinamite foi usada para explodir o prédio e acessar o cofre. Segundo Osinski Junior, a quadrilha estava preparada para enfrentar um batalhão

Mortes
Na fuga, três dos 15 carros utilizados pela quadrilha foram queimados. Um homem que, segundo a polícia, era morador de rua, foi usado como escudo. Ubiratan Soares Berto, de 38 anos, morreu devido a gravidade das queimaduras sofridas.

Parte do grupo seguiu pela Rodovia Anhanguera e atirou contra a viatura onde estavam o cabo Tarcísio Wilker Gomes, de 43 anos, e um colega. Gomes foi baleado na cabeça e morreu. Ele era casado e pai de um menino de 8 anos. O policial foi enterrado no mesmo dia, em Batatais.
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Fonte: EPTV