Risoleta Neves paralisa atendimentos no setor pediátrico

Com a medida, segundo explicou a assessoria de imprensa da unidade de saúde, 800 crianças deixarão de ser atendidas mensalmente; serviço foi interrompido por falta de verba

O Tempo

Hospital atende cerca de 2.000 por dia no pronto-socorro

O Hospital Risoleta Tolentino Neves, em Belo Horizonte, suspendeu nesta quarta-feira (6) o atendimento do setor pediátrico do pronto-socorro da unidade. Com a medida, segundo explicou a  assessoria de imprensa da unidade de saúde, 800 crianças deixarão de ser atendidas mensalmente.
Ainda não há previsão para que o funcionamento seja normalizado. O motivo seria o déficit de R$ 20 milhões.
Em nota, o hospital alegou acreditar que "a demanda pode ser absorvida pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do entorno já que, atualmente, de acordo com dados levantados, as unidades de saúde instaladas na região respondem por 7.300 atendimentos mensais".
Impasse
A negociação com o governo municipal e estadual não tem progredido e os custos do hospital só tem aumentado. O último repasse foi no início de 2015, para ser usado até meados de 2016.
A maternidade e o ambulatório (que realiza atendimento de retornos e acompanhamentos) não serão afetados com a medida.
Na última semana, quando a suspensão no atendimento foi anunciado, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) informou que "o financiamento do Hospital Risoleta Toletino Neves é feito pelo governo estadual e federal. A SMSA, como gestora do SUS-BH, participa da reunião com o hospital para tentar intermediar e auxiliar na solução do problema".
Ainda na ocasião, por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) detalhou os repasses feitos. "O Hospital Risoleta Tolentino Neves faz parte do programa Pro-Hosp Gestão Compartilhada desde o ano de 2012. Em 2015 o hospital recebeu o montante de R$ 89.229.104,75. Para o ano de 2016 está previsto o repasse total de R$ 93.729.105,00 para a instituição, com pagamento em 12 parcelas mensais de R$ 7.810.758,75. Informamos, ainda, que os repasses estão sendo pagos normalmente.
As parcelas referentes aos meses de janeiro a maio de 2016 foram pagas ao hospital e o valor referente ao mês de junho já está em processo de pagamento. Esclarecemos que o hospital também possui financiamento municipal e outras informações devem ser verificadas junto a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte".