PM descobre venda de atestados e receitas médicas na praça Sete em BH

Duas mulheres foram presas vendendo os documentos e uma outra jovem, que adquiriu um atestado, também acabou conduzida à delegacia; foram apreendidos 55 documentos, entre atestados e receituários

O Tempo

Foram apreendidos 55 documentos, entre atestados e receitas médicas

Duas mulheres foram presas em flagrante vendendo atestados e receitas médicas na praça Sete de Setembro, no Centro de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (18). Além delas, uma terceira suspeita, que havia adquirido um atestado falso, também foi conduzida à delegacia.
O sargento Alessandro José da Silva, da 6ª Companhia do 1º Batalhão da Polícia Militar (PM), conta que a corporação recebeu uma ligação anônima dando conta que duas cidadãs com uniforme de "compro e vendo ouro" estariam fazendo o comércio de ilícitos no quarteirão fechado da praça Sete.
"Nos deslocamos para a região e, ao ver nossa aproximação, tentaram fugir. Felizmente conseguimos fazer a abordagem e, com elas, estavam os documentos médicos", conta. Foram apreendidos com as duas mulheres presas, de 35 e 38 anos, o total de 22 atestados e 33 receitas carimbadas mas sem estarem preenchidas, sendo duas delas de clínicas particulares e o restante do Sistema Único de Saúde (SUS).
"A maioria deles era do sistema público. Tinha atestado das prefeituras de Betim, de Belo Horizonte. Somente um deles estava preenchido com data de hoje (terça-feira), que é o que estava com a jovem de 21 anos que estava com a dupla presa no momento da abordagem", detalha o militar. A jovem confirmou ter adquirido o atestado, mas disse não ter feito a transação com as presas, mas com um homem.
A dupla também nega fazer a venda dos documentos, alegando que um homem teria deixado os materiais com elas e saído. Questionado sobre a incidência deste crime naquela região, o sargento Alessandro confirma se tratar de um delito comum. "A gente sabe que acontece, o trabalho de inteligência tenta coibir, mas é bastante difícil. Mas não é a primeira vez que fazemos este tipo de prisão", finalizou.
Agora, a Polícia Civil irá investigar de onde vieram os documentos e se servidores públicos estão envolvidos no esquema. As suspeitas foram encaminhadas à Central de Flagrantes (Ceflan).