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Uma mulher foi presa em Bocaiuva, na região Norte de Minas, suspeita de tentar vender a virgindade da filha para um homem com esquizofrenia. O caso foi descoberto pela Polícia Militar (PM) na segunda-feira (18). Em troca da primeira relação sexual da vítima, que tem 14 anos, a mãe negociou uma casa. No entanto, segundo a adolescente, a relação não foi consumada e o imóvel não foi passado para o nome da mãe.
O caso chegou ao conhecimento da PM no fim da manhã de segunda, quando uma vizinha dos envolvidos denunciou a negociação. Após tomar conhecimento do caso, os militares foram até a residência da menina, que posteriormente foi conduzida até o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas). Lá, uma psicóloga constatou a veracidade da denúncia.
A adolescente contou a especialista e aos militares que o vizinho procurou a mãe e contou que estava gostando da menina. Ele teria mostrado interesse em namorá-la. Contudo, a adolescente disse que não tinha idade e se recusou a manter relações com o homem. 
Porém, conforme a menina, a mãe teria dito que naquela idade já tinha dois filhos e ameaçou que se a filha não 'ficasse' com o vizinho iria mandá-la para trabalhar na roça. A suspeita ainda teria combinado com o homem, que sofre de doença mental, para passar uma casa para o nome dela.
A adolescente relatou também que foi obrigada a passar duas noites da residência do vizinho. No entanto, ele não a procurou para manter relações sexuais. Da primeira vez, a mãe teria instruído a filha de como agir com o 'parceiro'. Na segunda noite, no entanto, ela castigou a menina.
À psicóloga, a menina ainda relatou que constantemente apanhava da mãe com pedaço de mangueira. O caso ainda está sendo investigado, mas a polícia recebeu a informação de que os envolvidos estavam sendo instruídos por um terceiro homem, que teria aconselhado a esperar que a menina fizesse 14 anos para que a mãe a vendesse.
Segundo a Polícia Civil, a mulher foi autuada por exploração sexual de menores. O caso está sendo investigado pelo delegado Leonardo Santos Diniz.