Irmão do goleiro Bruno cita Comando Vermelho: 'Não pode mais se negar'

Sem dar detalhes, Rodrigo diz que facção criminosa teve envolvimento no assassinato de Eliza Samudio

O Dia

 

Bruno está preso por participação no assassinato da mãe de seu filho
Foto: Banco de imagens

 

Rio - Depois de revelar à polícia do Piauí o local onde estariam enterrados os restos mortais de Eliza Samudio, Rodrigo Fernandes, irmão do goleiro Bruno, fez novas revelações. Em entrevista à TV Meio Norte, ele disse que há um “pacto entre várias pessoas” para não detalhar o desaparecimento da ex-amante do jogador. Sem dar maiores explicações, ele diz que o Comando Vermelho teria participação no crime.
“Não pode mais se negar. Está até nos autos, com as pessoas envolvidas. Está classificado pela própria delegacia de Jacarepaguá”, afirmou. Rodrigo diz que teme ser morto e acrescentou que o grupo PCM (Primeiro Comando do Maranhão, uma das facções locais que domina os presídios) também teria envolvimento no crime. 

Rodrigo citou um pacto "com Bruno e outras pessoas" para não revelar o que aconteceu. “É o seguinte: Existem dois grupos fortes, PCM e CV. Amanhã eu tô na rua, quem vai me dar proteção? O Estado do Piauí? Se hoje abrir a boca tudo a respeito desse fato, amanhã… estou começando a falar a parte em que estou citado”.
Ele conta que foi chamado para depor no processo em que se investiga o desparecimento da modelo. “Encontraram três fotografias minhas na investigação. Uma no sítio, no dia da festa em que Eliza estava, com jogadores do Flamengo, em Belo Horizonte”. O sítio fica em Esmeraldas, na região metropolitana da capital mineira.