Ex-policial "Bola" é julgado em Contagem por homicídio

Marcos Aparecido dos Santos teria sido contratado para matar o carcereiro Rogério Martins Novello, em 2000; o réu foi reconhecido pelo irmão da vítima, pela TV, durante as investigações do caso Eliza Samudio

O Tempo

O ex-policial civil José Aparecido dos Santos  

O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é julgado nesta quinta-feira (7) pelo Tribunal do Júri de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele é acusado da morte de um carcereiro no bairro São Joaquim, no ano de 2000.
O início da sessão estava previsto para as 9h, mas começou com 50 minutos de atraso, e será presidida pelo juiz Elexander Camargos Diniz. O júri é composto por quatro mulheres e três homens.
A defesa do réu requereu nova nulidade no depoimento da testemunha em Brasília. O pedido foi indeferido pelo juiz. 
Bola já havia sido absolvido desse crime em novembro de 2012, mas o Ministério Público recorreu e a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou que o réu fosse submetido a novo julgamento.
De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), seis testemunhas, entre defesa e acusação foram arroladas. Duas delas já foram ouvidas por carta precatória: em Brasília, o deputado Federal Edson Moreira (PTN), delegado que esteve à frente das investigações; e o irmão da vítima.
É aguardada a chegada de uma testemunha de defesa que será conduzida coercitivamente para o prosseguimento da sessão
O crime
Bola atirou contra o carcereiro que estava dentro de uma Kombi em frente à loja de sua família no bairro São Joaquim, em Contagem. Segundo a promotoria, o ex-policial teria sido contratado para praticar o crime. O acusado foi reconhecido pela irmã da vítima que o identificou pela TV, durante as investigações do caso Eliza Samudio.