Dívida de hospitais filantrópicos em Minas já ultrapassa R$ 2,3 bi

O valor é devido por cerca de 90% das 319 instituições em funcionamento

O Tempo

Além do déficit orçamentário de R$ 3 bilhões nas contas da Secretaria de Estado de Saúde, hospitais filantrópicos de Minas enfrentam dívidas de mais de R$ 2,3 bilhões. O valor é devido por cerca de 90% das 319 instituições em funcionamento, segundo a Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas). A situação se agrava ainda mais com o atraso em repasses federais, estaduais e municipais.

Ontem, o deputado estadual Arlen Santiago, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (ALMG), foi ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) pedir uma linha de financiamento a juros de até 5% para os hospitais filantrópicos, mesma taxa concedida a empresas de tecnologia. “É uma tentativa de não quebrar os hospitais, com um apagão total da saúde”.

O BDMG informou que, em março, o Estado lançou o Programa de Financiamento a Hospitais Filantrópicos, com investimento de R$ 100 milhões. A taxa de juros, entretanto, não foi informada. As inscrições foram até 15 de junho, e as propostas estão em análise. No próximo mês, estão previstos o encerramento do processo e a divulgação do resultado.
Atual gestão
Atraso. O Estado disse ter herdado dívida de R$ 1,5 bilhão da gestão anterior (como exemplo, cita que em 75% dos mais de 4.000 convênios, só 5% do valor devido foi repassado pelos municípios).