Audiência pública na Câmara de BH acaba em tumulto com manifestantes

Integrantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) decidiram ocupar o plenário e houve confronto com a segurança da Casa

O Tempo

Audiência pública na Câmara de BH acaba em tumulto com manifestantesIntegrantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) decidiram ocupar o plenário e houve confronto com a segurança da Casa. Foto: Pedro Gontijo / O Tempo. 25/07/2016

  Terminou em tumulto e quebradeira na noite desta segunda-feira (25), na Câmara Municipal, a audiência pública para discutir o Plano Diretor de Belo Horizonte.

Após uma sessão tumultuada, cerca de cem pessoas do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) decidiu ocupar o plenário. Pouco depois, começou um tumulto entre os integrantes do movimento e a segurança da Casa, que teria impedido um dos ocupantes de sair do local para ir ao banheiro.
O plenário foi tomado por cenas de violência. Cadeiras e sapatos voaram. A Guarda Municipal foi chamada e cerca de 30 integrantes armados com cacetetes entraram no plenário.
Feridos
"Tinha muita gente machucada", disse a coordenadora nacional do MLB, Poliana de Souza. Ela contou que sua irmã, de12 anos, foi agredida e disse que a ocupação do plenário era pacífica.
"Se fosse para brigar, a gente não ia trazer crianças". Entre os ocupantes, havia uma mãe com um bebê de menos de um mês, que estava fora do plenário na hora da confusão.
Também integrante do MLB, Milca Queiróz conta que presenciou o início do tumulto. "Eu saí para ir ao banheiro com a minha filha de três anos. Quando voltei, me deixaram passar, mas deram um soco no rapaz que vinha atrás de mim. Aí começou o tumulto", afirmou. Ela diz que contou com a ajuda de uma segurança feminina para resgatar a filha da confusão.
"Foi totalmente desproporcional a força que usaram", observu o coordenador do MLB, Leonardo Péricles.
A Câmara informou que seguranças também ficaram feridos.
O projeto
O projeto de lei para regularizar as ocupações deve ser aprovado em até 90 dias, garante o presidente da Câmara, Wellington Magalhães. Ele considerou "justas" as reivindicações do MLB. 
Já o plano diretor não deve ser aprovado nesta legislatura. Os vereadores consideram o prazo curto para debater o tema. Isso porque a prefeitura apresentou um substitutivo ao projeto original, o que faz o trâmite voltar às comissões. 
Se não for votado neste ano, o plano deve ser engavetado e retomado do início no ano que vem, pelo novo prefeito e novos vereadores. O acordo com os vereadores foi festejado pelo MLB, que pediu também a apresentação da emenda ao Plano Diretor para ter mais uma opção para regularizar as ocupações. 
Registros

A página no Facebook da "Mídia Ninja" registrou o momento da confusão. Assista: