Abastecimento além da trava de segurança da bomba é proibido por lei

Frentistas dos postos de combustíveis da capital não poderão mais atender aos pedidos dos clientes que desejarem encher o tanque dos veículos "até a boca"

O Tempo

Os postos de combustíveis de Belo Horizonte estão proibidos de preencher o tanque dos veículos após o desarme automático de segurança da bomba de abastecimento. É o que determina a Lei 10.943/2016, de autoria do vereador Vilmo Gomes (PSB), sancionada pelo prefeito Marcio Lacerda e publicada nesta sexta-feira (1º) no Diário Oficial do Município (DOM).

O estabelecimento que descumprir a lei pagará uma multa no valor de R$ 1 mil, aplicada em dobro em caso de reincidência.
De acordo com o autor do projeto de lei, a medida tem o intuito de combater a exposição dos frentistas e clientes dos postos a uma substância líquida, inflamável e incolor chamada benzeno, que é liberada em grande quantidade quando o tanque é abastecido “até a boca”. Segundo Vilmo, essa substância pode causar cegueira, câncer e impotência sexual.

Além disso, a trava de segurança da bomba de combustível serve para proteger o filtro do tanque do veículo e o abastecimento além do limite pode provocar incêndio.
Vilmo explica ainda que essa foi uma reivindicação da categoria dos trabalhadores em postos de combustíveis. “Atendemos a um antigo pedido dos frentistas que buscam mais segurança", disse.
Conforme a publicação no DOM, os valores das multas recolhidas ao Tesouro Municipal serão aplicados em campanhas de natureza preventiva na área do meio ambiente.