Transportadores de combustíveis entram em greve em Minas

Grupo está com os braços cruzados deste esta segunda-feira (20); fazem parte das reivindicações reajuste imediato do valor do frete; subsídio no óleo diesel; redução da carga tributária e do PIS/Cofins; recebimento da diária por hora parada; recebimento do vale-pedágio; incentivos para a modernização da frota; e melhoria da malha rodoviária.

O Tempo

Cerca de 300 caminhões estão parados em uma refinaria e uma distribuidora de combustíveis em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, desde a noite dessa segunda-feira (20).
De acordo com o diretor do Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG), José Geraldo de Castro Gonçalves, a decisão de cruzar os braços foi tomada para cobrar das distribuidoras o pagamento dos valores referentes aos pedágios. Segundo Gonçalves, caminhões estão parados e podem continuar por tempo indeterminado. Até o momento, não foi registrada a falta de combustíveis em Minas Gerais.
“A situação dos transportadores de combustíveis e de derivados de petróleo que prestam serviços para a BR Distribuidora é crítica. Há anos, os transportadores vêm trabalhando com a corda no pescoço, diante do baixo valor do frete e não recebimento de diárias por hora parada na carga e descarga. Com a perda do transporte para o Espírito Santo para o modal trem, os prejuízos se acentuaram ainda mais e não estamos mais conseguindo honrar nossos compromissos”, afirma o presidente do Sindtanque-MG, Irani Gomes.
Os transportadores reivindicam, ainda: reajuste imediato do valor do frete; subsídio no óleo diesel; redução da carga tributária e do PIS/Cofins; recebimento da diária por hora parada; recebimento do vale-pedágio; incentivos para a modernização da frota; e melhoria da malha rodoviária.