Hoje em Dia



Com uma queda de quase 40% no orçamento da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a operação do metrô da capital mineira pode entrar em colapso nos próximos dias. Sem dinheiro para manter despesas de custeio, como contratos de empresas terceirizadas que fornecem funcionários para a bilhetagem e para a manutenção dos vagões, o sistema de transporte pode parar ainda neste mês. O ministro de Cidades, Bruno Araújo, admite que, sem uma revisão nos valores repassados para a companhia, em dois meses vai faltar dinheiro até para pagar a energia elétrica e o óleo diesel.
“O contrato de uma empresa que fazia a manutenção predial dos galpões onde é feita a manutenção dos vagões já venceu há quatro meses. No prédio sede da CBTU em BH também não há limpeza há quase três meses porque os contratos não foram renovados. Isso já está afetando o trabalho e, consequentemente vai afetar o passageiro”, afirma Romeu José Machado Neto, vice-presidente do Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro).
Até o momento, os funcionários da CBTU estavam assumindo as funções de limpeza no galpão de manutenção, mas eles decidiram que não vão mais sustentar a situação. “Hoje temos uma reunião com o diretor-presidente da companhia e, caso não seja contratada uma empresa para efetuar o serviço, os trabalhadores vão cruzar os braços”, garante Neto.
Se a manutenção dos vagões deixar de ser feita, o sindicato estima que, entre sete e dez dias, todos os vagões param de rodar. “Não há como manter o sistema funcionando sem o trabalho preventivo e isso vai acontecer se a situação não for resolvida”, ressalta o sindicalista.
No próximo mês vence outro contrato da empresa terceirizada que presta serviço de manutenção e termina também o contrato dos funcionários que trabalham na bilheteria e bloqueio de catracas. “Sem esses profissionais, o impacto é direto e imediato na operação do metrô. Se não tiver mais recurso para manter essas pessoas, o sistema vai parar”, diz Neto.
Orçamento da CBTU teve redução de R$ 78 milhões por causa de contingenciamento
Redução de viagens
Há ainda a possibilidade de mudança na operação do metrô, admitida pela própria diretoria da CBTU que garante estar fazendo o possível para não afetar o passageiro. “Cumprimos um papel social na mobilidade urbana. Transportamos mais de 600 mil pessoas por dia. É o único serviço do Brasil subsidiado em quase sua totalidade. Estamos vivendo um momento difícil, necessitamos de recursos com brevidade e realmente há possibilidade de redução do serviço. Porém, nosso foco continua direcionado para os usuários”, alega o diretor-presidente da companhia, Marco Fireman.
A Lei Orçamentária Anual previa um montante de R$ 209 milhões para as cinco unidades da CBTU no país – Recife, Natal, João Pessoa, Maceió e Belo Horizonte. O valor foi revisado para baixo por força de um contingenciamento imposto pelo Decreto 8.700, de 30 de março de 2016. A partir de então, a quantia prevista para repasse para as cinco unidades é de RS 131 milhões.
65 milhões de pessoas utilizam o metrô de Belo Horizonte anualmente, de acordo com levantamento realizado pela CBTU

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