Reajuste da Artesp eleva pedágio dos sistema Anchiêta/Imigrantes em SP, para R$ 25,20

Aumento tem como base a inflação dos últimos 12 meses

A Tribuna

 Em dois anos, tarifa do Sistema Anchieta-Imigrantes aumentou 14,54%  
 
Quem costuma utilizar as estradas do Estado de São Paulo deve preparar o bolso. As tarifas dos pedágios serão reajustadas a partir da zero hora de sexta-feira (1), de acordo com a inflação em 9,32%. Porém, a cobrança no trecho da Rodovia Anchieta/Imigrantes teve um aumento ainda maior, de 9,56%, o que garantiu ao pedágio a permanência no primeiro lugar como sendo o mais caro do Brasil. A taxa passou de R$ 23,00 para R$ 25,20.
Os valores divulgados nesta quarta-feira (29), pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), foram calculados com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses, algo já estipulado nos contratos de concessão. Eles valem para veículos de passeio e comercial por eixo.
As tarifas na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, por sua vez, foram corrigidas em 9,25%, o preço passou de R$ 10,80 para R$ 11,80. Um aumento muito superior ao aplicado entre 2014 e 2015, de 3,84%. 
Em contrapartida, na via Padre Manuel da Nóbrega o reajuste foi menor de 6,25%, em comparação aos 6,66% do ano passado. O pedágio nesse trecho será de R$ 6,80. Antes era cobrado R$ 6,40. 

Reajuste x segurança
Questionada se o aumento acima da inflação, no trecho da Rodovia Anchieta/Imigrantes, vai impactar em melhorias nas estradas e na segurança dos condutores, a Ecovias, concessionária que administra o sistema, informou que o reajuste das tarifas de pedágio é contratual e acontece anualmente no dia 1 de julho. 
“O percentual é determinado pela Artesp e segue a variação da inflação. Vale esclarecer que as tarifas de pedágio nas rodovias do primeiro lote de concessões do Estado de São Paulo são calculadas por quilômetro. Portanto, o valor do quilômetro para rodovias de mesma categoria é equivalente em qualquer sistema rodoviário. A única diferença é que no SAI paga-se pedágio em um único sentido”. 
A Ecovias explica, ainda, que, em outras rodovias essa tarifa está dividida em diversas praças de pedágio. 
"Com relação à segurança pública, também vale ressaltar que a Ecovias não tem poder de polícia. Essa é uma responsabilidade exclusiva do Estado. No entanto, a segurança dos usuários é uma preocupação da concessionária, que já está investindo em equipamentos para auxiliar as polícias, valores esses não previstos inicialmente no contrato de concessão".
Receita dos pedágios
Uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta que em 2015, a receita dos pedágios em todo o Estado viabilizou R$ 4,7 bilhões em investimentos em obras, manutenção e operação nos 6,4 mil quilômetros de rodovias paulistas sob concessão. 
Dos valores obtidos no pedágio, R$ 451,7 milhões foram entregues para 264 prefeituras. O repasse é relativo ISS-QN, um imposto municipal que incide sobre a tarifa de pedágio. Essa verba pode ser utilizada pelas administrações municipais para investimentos em prioridades nas cidades.