Polícia Civil desarticula quadrilha e apreende quase uma tonelada de droga

Chefe do grupo está detido há 13 anos; grupo era responsável por trazer maconha, skank - uma espécie de maconha mais forte, Haxixe, e crack do Mato Grosso do Sul 

O Tempo

 Polícia Civil apreende quase uma tonelada de droga 

Uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas em Belo Horizonte, na região metropolitana, e na Central do Estado, cuja as investigações ultrapassaram quatro meses, conseguiu apreender quase uma tonelada de entorpecentes. Além do material, 18 integrantes da quadrilha foram presos pela polícia.
A investigação teve início na cidade de Santo Antônio do Amparo, quando a Polícia Civil do município passou a apurar o caso de brigas entre gangues que agiam na região.
"A partir daí, a polícia descobriu que a droga vendida por esses dois grupos saía de Belo Horizonte. Dessa forma, a investigação passou para a capital e nós descobrimos que o chefe do grupo já estava preso, no entanto, fornecia entorpecente para essas regiões", explicou o delegado da Polícia Civil Thiago Saraiva.
O chefe da quadrilha identificado como Antônio Carlos Araújo Fonseca, conhecido como “Paulista”, foi preso há 13 anos, e cumpre pena no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem. As investigações apontam que ele movimentava o comércio de maconha, skank - uma espécie de maconha mais forte, Haxixe, e crack.
Durante esses quatro meses, a polícia identificou que o entorpecente era trazido do Estado do Mato Grosso do Sul.
"Conseguimos apreender um funcionário do Paulista que estava com um carregamento de 700 quilos dessas drogas, tentando entrar em Belo Horizonte. Tempos depois, apreendemos outro mula - pessoa que se submete a carregar drogas - na BR-262, na chegada a Belo Horizonte, com 220 quilos de entorpecentes escondidos nos pneus do caminhão", lembrou o delegado. 
Quadrilha presa
Após essas apreensões, a polícia desencadeou uma operação e conseguiu prender na capital mineira, no dia 31 de maio, oito integrantes da quadrilha. Eles foram encaminhados para presídios de Belo Horizonte e região metropolitana.
No dia 1º de junho, foi a vez da operação prender dez pessoas envolvidas no esquema que atuavam em Carmópolis de Minas. Essa foram detidas no presídio da cidade. 
Já o Paulista, que já cumpre pena por extorsão mediante a sequestro e roubo a banco, irá responder por tráfico de drogas. Se condenado, ele poderá cumprir de 5 a 15 anos de prisão.
Fornecedores
As investigações irão continuar. Nessa fase, a Polícia Civil de Belo Horizonte trabalha com a polícia do Mato Grosso do Sul para identificar e localizar os fornecedores dos entorpecentes.