PC de Divinópolis aponta que 72% das vítimas de homicídio tinham envolvimento com crime

A delegacia de crimes contra a vida, coordenada pelo Dr. Marcos Henrique Montal’verne apresentou essa semana, durante a reunião da Acasp, o balanço dos homicídios ocorridos em Divinópolis. 

Nos primeiros cinco meses do ano, 18 assassinatos foram registrados, além de 21 tentativas de homicídio, totalizando 39 casos que estão sendo investigados. Analisando com o mesmo período do ano passado, em que 12 pessoas foram assassinadas, houve um aumento de 34%.
De acordo com o delegado, na maioria dos crimes as vítimas tinha envolvimento com o uso ou tráfico de drogas. “No levantamento da ficha criminal percebemos que em alguns casos a vítima era bem conhecida no meio policial e com comprovação de envolvimentos em roubos, além de ser integrante de uma quadrilha especializada em explosão de caixas eletrônicos”, acrescentou o delegado, Marcos Henrique.
A frente dos trabalhos periciais desde janeiro de 2016 e em busca por provas e indícios para a resolução dos crimes, o delegado tem contado com informações importantes repassadas através de denúncias, que ajudam a elucidar e desvendar os crimes. A estatística comprova tal fato, já que até o momento dos 18 assassinatos, 13 deles já foram identificados a autoria, o que representa 61% dos casos. “A Polícia Civil tem trabalhado incansavelmente e deparamos com impasses. Temos o mandado de prisão do autor assinado, mas a justiça pode indeferir o pedido. Isso aconteceu no caso da mãe que envenenou a própria filha”, explicou o delegado, Marcos Henrique.
O crime pelo envenenamento, o rapaz morto por engano após uma briga em um bar no bairro Interlagos e o assassinato da mulher na ponte do Bairro Niterói são os homicídios que chamaram a atenção da polícia. “Os três crimes geraram um comoção popular por se tratar de pessoas inocentes que perderam a vida de forma tão brutal. Essa semana fizemos a reconstituição do crime do caso do Bairro Niterói. Cada detalhe levantado durante a reprodução simulada em conjunto com os depoimentos das testemunhas serão analisados para chegar ao autor. É um trabalho minucioso e que demanda tempo”, esclareceu o delegado.
Hoje a delegacia enfrenta algumas dificuldades que atrasam a conclusão dos processos criminais. Com a transferência de dois delegados, os profissionais precisam acumular função para atender a demanda. O desafio fica ainda maior com a com a redução do efetivo, já que o número de investigadores não é suficiente e a defasagem pode aumentar com a previsão, para este ano, de aposentadorias de alguns escrivães. A expectativa é que com a nomeação dos novos investigadores, prevista para o segundo semestre, a situação seja amenizada.

Fonte: MPA