Mulher suspeita de torturar e matar adolescente é presa em BH

Ela foi detida quando tentava fugir para São Paulo; homem que executou a menina ainda está foragido

O Tempo

Suspeita foi apresentada nesta terça-feira pela Polícia Civil

Por ter escolhido não se relacionar mais com um usuário de drogas do bairro Novo Aarão Reis, na região Norte de Belo Horizonte, uma adolescente de 17 anos foi apedrejada, asfixiada, espancada e morta. A sentença, aplicada em fevereiro deste ano, foi definida por um homem, de 26 anos, e uma mulher, de 25, presa nesta terça-feira (7) pela Polícia Civil.
A suspeita foi encontrada em Congonhas, na região Central do Estado, enquanto se preparava para fugir para São Paulo, segundo o delegado Sérgio Paranhos, responsável pela investigação. “Face a gravidade do crime, os marginais do Novo Aarão Reis queriam executar os dois suspeitos e por isso eles fugiram, além de estarem com medo de ser presos. Mas, com as investigações descobrimos que ela estava em Congonhas” disse Paranhos.
Chorando muito, ela negou envolvimento no crime e disse que estava no local e na hora errada. “Eu não sabia que ele ia fazer isso (matar a adolescente). Eu fui embora porque tenho três  filhos, e as pessoas me ameaçaram e ameaçaram meus filhos. Tenho três filhos pequenos para criar”, afirmou. Contudo, segundo a Polícia Civil, testemunhas afirmaram terem ouvido a voz da mulher gritando “mata ela, mata ela”, no dia da execução.
A suspeita responderá por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, com pena de 12 a 30 anos de prisão. Ela está presa no Centro Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Centro-Sul, em BH. Ela também responde por uma tentativa de homicídio, ocorrida em 2003.

Polícia tem informações de paradeiro de suspeito

As investigações apontam que, no dia da execução, a adolescente foi levada de carro pela suspeita e um homem para um matagal no bairro Granja Werneck, onde foi torturada e morta. “Quando acharem ele, provarei que sou inocente”, afirmou a suspeita, que também é usuária de drogas. Ela disse ter dado à Polícia Civil dicas do paradeiro do rapaz.
 

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