Greve dos transportadores de combustíveis chega ao fim em Minas

Mesmo com o fim do movimento, abastecimento nos postos só deve ser normalizado na segunda-feira (27)

O Tempo

Parados desde a madrugada de terça-feira (21), os transportadores de combustíveis decidiram, no fim da tarde desta quinta (23), retomarem as operações. O Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sinditanque) confirmou o fim da greve.
Em apenas três dias de paralisação, os transtornos foram grandes, com centenas de postos fechados, sem combustível. Segundo o diretor do Minaspetro, sindicato que representa os postos no Estado, Bráulio Chaves, mesmo com o fim do movimento o abastecimento ainda vai demorar um pouco para ser totalmente normalizado. “Vai retomar aos poucos, mas acredito que, totalmente normal, só na segunda-feira”, afirma Chaves.
Nesta quinta pela manhã, os representantes do Sinditanque se reuniram com o governo mineiro, que assumiu o compromisso de criar um grupo de trabalho para debater e buscar soluções para as demandas da categoria, que incluem a redução da alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel, de 15% para 12%.
Além disso, os transportadores se reuniram com a BR Distribuidora. Eles reivindicaram o reajuste do valor do frete; redução da carga tributária e do PIS/Cofins; recebimento da diária por hora parada; recebimento do vale-pedágio; incentivos para a modernização da frota; melhoria da malha rodoviária; entre outros.
Desde o início da paralisação, centenas de caminhões-tanque ficaram parados nas portarias das distribuidoras localizadas nas imediações da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. e nas garagens das transportadoras. Portanto, um movimento pacífico, sem piquetes nas portarias das distribuidoras ou impedimentos de vias.
Sem combustível

Desde terça-feira, vários postos registraram falta de combustível. Em alguns deles, o aumento da demanda fez o preço subir, como um posto da avenida Amazonas, no Nova Suíça, que elevou a gasolina de R$ 3,39 para R$ 3,59. Na Cristiano Machado, altura do número 8.000, um outro posto teve que fechar, pois os estoques já estavam zerados.
Transporte público 

Até a normalização do abastecimento nos postos, os usuários do transporte público em Belo Horizonte e região metropolitana podem encontrar dificuldades com o serviço.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (SINTRAM) informou que as empresas têm problemas para manter a frota integralmente em circulação com a falta de combustível.
"O sindicato aguarda uma rápida resolução da questão para que os usuários de ônibus não sejam prejudicados com a interrupção parcial do sistema de transporte coletivo", diz o comunicado.