Governo zera imposto de importação do feijão por três meses

A medida, no entanto, deve ter pouco efeito, pois o feijão-carioca, tipicamente brasileiro, praticamente não é encontrado para a importação em outros países

O Tempo

O governo cita o México e a China como prováveis mercados que poderão abastecer o Brasil.

O imposto de importação de feijão para países de fora do Mercosul foi zerado por três meses pela Camex (Câmara de Comércio Exterior) em reunião realizada nesta quinta-feira (23).
A medida, no entanto, deve ter pouco efeito, pois o feijão-carioca, tipicamente brasileiro, praticamente não é encontrado para a importação em outros países.
A redução do imposto, que era de 10%, é uma das medidas que haviam sido anunciadas nesta quarta-feira (22) para tentar aumentar a oferta do produto e reduzir os preços, que subiram mais de 40% nos últimos 12 meses.
O governo cita o México e a China como prováveis mercados que poderão abastecer o Brasil.
"Como não há perspectiva do aumento da oferta do produto no mercado no curto prazo que seja proveniente da produção doméstica, decidimos que é necessário facilitar a importação, por meio da redução da alíquota do Imposto de Importação", afirmou o ministro Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços).
O governo também afirmou que irá incentivar atacadistas e varejistas e importarem o produto de três países do Mercosul, Argentina, Paraguai e Bolívia. Nesse caso, não há tarifa de importação.
O México, por exemplo, passou a ser importador nos últimos anos, devido a problemas climáticos.
Em relação à China, a previsão é que o produto demore cerca de 60 dias para chegar ao Brasil. Segundo o próprio governo, esse prazo está próximo do limite para que o produto escureça e perca as características aceitas pelos consumidores.