Goleiro Bruno tem cerimônia de casamento civil e religiosa na Apac, festa com direito a banda e buffet

Ele se casou no último sábado com a dentista Ingrid Calheiros e teve festa com direito a banda e buffet

O Tempo

O goleiro Bruno Fernandes, preso desde 2010 pela morte de Eliza Samudio, se casou no último sábado (18) no Centro de Reintegração Social da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) de Santa Luzia, onde está detido desde setembro do ano passado, quando foi transferido do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem.
O casamento aconteceu dentro da Apac e teve quase 100 convidados, entre padrinhos, familiares e amigos. A noiva e dentista Ingrid Calheiros começou a namorar o goleiro ainda na época do julgamento, há cerca de cinco anos.
A festa contou com banda e buffet, tudo dentro do permitido, segundo o advogado Lúcio Adolfo. "Ele se casou no civil e no religioso, por uma pastora da Igreja Quadrangular de Contagem, tudo dentro da Apac. O casamento não altera em nada o regime de visitas íntimas", explica o advogado.
Segundo a Apac de Santa Luzia, os detentos tem direito a visita íntima de 15 em 15 dias, mesmo os que não são casados. Com a transferência por bom comportamento, as visitas a Bruno ficaram mais fáceis. Na Apac, ele ainda não pode fazer serviços externos, mas pode trabalhar dentro da unidade.
Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte da morte da modelo Elisa Samudio, que estava cobrando pensão do goleiro pelo filho que teve com ele, e também por ocultação do cadáver e o sequestro do filho da modelo. Além de Bruno, outras cinco pessoas foram condenadas por participação no crime. A ex-mulher dele foi absolvida da acusação de sequestro e cárcere privado do bebê.
O goleiro foi condenado inicialmente a 17 anos e seis meses de prisão em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), mais três anos e três meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e mais 1 ano e seis meses por ocultação de cadáver. A pena foi aumentada chegando aos 22 anos e três meses de prisão porque ele foi considerado o mandante do crime.
O corpo da modelo Eliza Samudio, assassinada aos 25 anos em Vespasiano, nunca foi encontrado.