Estuprador de Buenópolis/MG, pode pegar mais 30 anos de prisão

Delegado aguarda laudos do local, de comparação de DNA e de necropsia para finalizar inquérito; segundo delegado, ele está preso agora por crimes anteriores ao de Buenópolis

O Tempo
Jairo Lopes confessou mais dois homicídios, um outro estupro e roubo

 O suspeito de estuprar, matar e arrancar o coração da menina Raiane Aparecida Cândida Costa, de 10 anos, em Buenópolis, região Central de Minas Gerais, Jairo Lopes, 42, poderá pegar mais 30 anos de prisão pelo crime. 

"Até amanhã eu vou fazer o pedido de prisão dele por este crime. Ele está preso porque era foragido de crimes anteriores", explicou o delegado responsável pelo caso, Vitor Amaro Bedusch.
O pedido será por estupro qualificado pela morte ou estupro mais homicídio e ocultação de cadáver, o que deve gerar pelo mais mais três décadas de condenação neste caso contra a Raiane.
Lopes é suspeito de outros dois homicídios, mais um estupro e roubo. Ele confessou todos os crimes ao ser detido no último dia 8, já que era considerado foragido. O criminoso foi visto e detido por funcionários de uma fazenda em Joaquim Felício, na mesma região
Além disso, o delegado aguarda os laudos de local de crime, comparação de DNA (coletado no corpo do suspeito com o material encontrado no corpo da menina) e laudo de necropsia, para ter a certeza da causa da morte e do momento exato em que ela aconteceu.
Relembre o caso
Raiane sumiu após sair de casa sozinha para ir à escola na manhã de quarta-feira (1º). O pai da menina contou à polícia que a filha tinha que voltar para casa às 14h. Como a criança não apareceu, ele foi até a escola, onde foi informado que a vítima não havia aparecido na instituição. Em seguida, o homem foi atrás do motorista do escolar que levava a pequena para estudar.
Ele contou que passou no ponto em que costumava pegar a estudante, mas ela não estava. Após o registro da ocorrência, policiais civis e militares começaram a fazer buscas na cidade.
Na quinta (2), a estudante foi encontrada na zona rural de Buenópolis. Seu corpo estava coberto. Além de sinais de abuso sexual, ela apresentava várias lesões e uma perfuração no estômago.
O bandido usava nome falso e, uma semana antes do crime, apareceu no imóvel em que a garota morava.