Se a greve dos agentes penitenciários permanecer pelos próximos 30 minutos, a Advocacia-Geral do Estado vai aplicar multa de R$ 100 mil ao dia e criminalizar os diretores do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciários do Estado de Minas Gerais (Sindasp). 
“Estamos diante de um desrespeito claro a uma ordem judicial e foi muita imprudência deflagrar uma greve. Estamos agindo com paciência mas para preservar a Justiça precisamos tomar medidas cabíveis. Os representantes do sindicato vão ter que responder por crime de desobediência à ordem judicial”, afirma. Ele explica que os líderes da greve já foram notificados por telefone. 
Segundo o presidente da Comissão Estadual de Assuntos Carcerários da Ordem dos Advogados do Brasil de Minas Gerais (OAB-MG), Fábio Piló, a greve se alastrou por várias unidades prisionais do Estado. Em alguns pontos, a visita dos familiares foi vedada, assim como a entrada de advogados. “Era esperado um motim caso isso fosse feito porque a visita é a cada 15 dias e estamos no fim de semana do Dia dos Namorados”, afirma. 
A Polícia Militar informou que, na Região Metropolitana, está fazendo o apoio com duas viaturas em cada uma das unidades. Não foi informado o número de policiais que participaram da operação. 
Greve segue Apesar da determinação da Advocacia-Geral do Estado de paralisação da greve, o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciários do Estado de Minas Gerais (Sindasp) definiu que manterá o movimento. A AGE pretende majorar multa de 100 mil diários para o sindicato e criminalizar os líderes grevistas por desobediência à ordem judicial. 
Segundo a assessora jurídica do sindicato, Josyenne Reis, quem deve ser entimado formalmente é o presidente da entidade, Adeilson de Sousa Rocha, que ainda não teria sido localizado. Ou seja, a greve continua. “É um autoritarismo. Se o governo sentasse para negociar de forma efetiva não teríamos chegado nessa situação”, afirma. 
Ela alega que o objetivo do movimento grevista é aumentar a segurança não só dos profissionais como dos detentos. Há casos, segundo ela, de profissionais que são obrigados a trabalhar armados sem ter porte de arma ou treinamento para sua utilização. “Tem profissional que trabalha há mais de ano sem sequer crachá funcional. A situação está insustentável”, afirma.