Bradesco é alvo de duas ações coletivas na Justiça americana

Processo envolve três executivos do banco brasileiro: o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco; o diretor vice-presidente Alexandre da Silva Glüher; e o ex-vice-presidente Júlio de Siqueira Carvalho

O Tempo

Bradesco é alvo de duas ações coletivas protocoladas na Justiça americana
O banco Bradesco é alvo de duas ações coletivas protocoladas na segunda-feira (6) na Justiça americana.
Um dos documentos, assinado pelo escritório de advocacia Rosen Law Firm, representa investidores individuais que dizem ter comprado ações (ADSs, American Depositary Shares, em inglês) a "preços artificiamente inflados" entre 30 de abril de 2012 e 31 de maio de 2016.
O processo envolve três executivos do banco brasileiro: o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco; o diretor vice-presidente Alexandre da Silva Glüher; e o ex-vice-presidente Júlio de Siqueira Carvalho.
Eles são acusados de se envolverem "direta ou indiretamente" na "elaboração, produção, revisão e/ou divulgação de declarações falsas e enganosas" para encobrir atividades ilegais da instituição -que abrangem a tentativa de evitar pagar US$ 828 milhões (R$ 2,9 bilhões) em impostos.
Quando a "verdade emergiu", o preço das ações caíram, levando a perdas financeiras dos investidores, diz a ação.
O documento menciona a operação Zelotes, que investiga a venda de sentenças do Carf (conselho administrativo de recursos fiscais),
Na terça-feira passada (31), o Ministério Público Federal no Distrito Federal recebeu relatório da Polícia Federal que indiciou Trabuco no caso.
Naquele dia, o preço dos ADSs do Bradesco caiu 5,6%, (US$ 0,37), até chegar a US$ 6,26.
Segundo o processo da Rosen Law Firm, o reclamente estima que "centenas ou milhares" foram prejudicados pelo Bradesco, embora não saiba quantificar quantos.
A ação está em nome do investidor individual William Bryan. Até 2 de agosto, outras pessoas que se julguem prejudicadas podem embarcar no processo coletivo, segundo o escritório de advocacia.
Outro lado 
Procurado pela 'Folha de S.Paulo', o Bradesco informou, em nota, que "não entende ter havido oscilações relevantes no preço dos papéis da instituição para justificar a movimentação dos investidores no sentido de uma ação judicial".
O Bradesco informa ainda que vai contratar escritórios americanos para representar a instituição nessas questões.
 

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