Suspeitos fazem tocaia em quartel enquanto comparsas explodem caixa em MG

Grupo estava fortemente armado e um dos militares foi ferido na perna com um tiro de fuzil

 

Uma ação orquestrada de criminosos na cidade de Ponto dos Volantes, no Vale do Jequitinhonha, acabou com um policial militar ferido e o caixa eletrônico do único banco da cidade detonado na madrugada desta quarta-feira (4). Além da agência, o município conta apenas com uma filial da cooperativa de crédito Sicoob. 
Enquanto quatro suspeitos faziam vigília no único quartel da Polícia Militar (PM) da cidade, outros quatro providenciavam a explosão no banco. O município, que tem cerca de 12 mil habitantes, conta apenas com o Destacamento do 2° Grupo do 1º Pelotão da 26ª Companhia Independente da PM, onde atuam sete militares. Em ocorrências mais graves há o apoio também da guarnição de Itaobim. A distância entre as duas cidades é de cerca de 22 quilômetros.
Mas por volta das 2h20, quando os dois militares que estavam no quartel saíam para atender a ocorrência de explosão de caixa eletrônico, os quatro suspeitos que estavam de tocaia passaram a atirar neles. Um dos militares foi atingido na perna por um fuzil  e foi levado para o Hospital Santa Rosana em Teófilo Otoni. A viatura que estava na porta da companhia também ficou cravejada de tiros.
Enquanto isso, a ação no banco Bradesco acontecia. Os suspeitos invadiram o local e explodiram o caixa eletrônico com dinamites. A quantia levada por eles ainda não foi informada. Os oito suspeitos estavam encapuzados e ainda não foram identificados.
Eles estavam fortemente armados com fuzil 556, uma escopeta de calibre 12, e pistolas de calibres .44, .44 e 380. Os dois veículos utilizados por eles, um Honda Civic branco e um Strada prata, foram encontrados em uma fazendo a cinco quilômetros do local do crime. A suspeita é que eles abandonaram os carros e pegaram outros que já estavam à espera para continuar a fuga. Nenhum dos veículos encontrados tinham queixa de furto. 
A Polícia Civil informou que já está investigando o caso e, apesar de ninguém ainda ter sido preso, já tem uma linha de investigação.

Fonte: O Tempo