Situação financeira pessoal piora para 76,5% dos consumidores em BH

Pesquisa feita pela CDL na Grande BH aponta pessimismo do consumidor. Para 93,5%, situação brasileira piorou nos últimos seis meses. E expectativa para o futuro também é de queda

O Tempo

 

Aumento do custo de vida e alta no desemprego influenciaram na percepção negativa

A crise financeira nacional também prejudicou confiança do consumidor em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Uma pesquisa feita pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) aponta que 76,5% dos belo-horizontinos consideram que a situação financeira pessoal piorou nos últimos seis meses. Em relação à percepção ao cenário nacional, o resultado é ainda mais desanimador.  Para 93,5% dos entrevistados a situação brasileira piorou no período.

A entidade aponta o aumento do desemprego e a alta no custo de vida como fatores fundamentais para a piora da percepção do mercado. A informação faz parte do Indicador de Confiança dos Consumidores, pesquisa feita com  200 moradores da Grande BH entre 11 de fevereiro a 11 de março. O último levantamento foi realizado em outubro de 2015, e os dois parâmetros, situação financeira pessoal e  percepção da economia nacional, estavam com índices menores: 52,7% e 88,8% respectivamente.

“O impasse do cenário político está agravando ainda mais a crise econômica em que o país passa atualmente. E isto reflete diretamente na confiança dos belo-horizontinos”, afirma Ana Paula Bastos, a economista da CDL-BH. O mesmo  levantamento informa ainda que 4,0% dos entrevistados disseram que nada mudou no cenário econômico nacional e outros 2,5% afirmaram que a situação melhorou.

Às vésperas da votação no Senado Federal que pode decidir o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) por até 180 dias do poder, a eventual mudança no governo não parece ser a fórmula para reaquecer a economia. A pesquisa da CDL também mensurou a expectativa do consumidor para os próximos seis meses. A tendência continua no pessimismo para o consumidor mineiro.

A maioria dos entrevistados (64%) afirmou que a situação econômica vai piorar no semestre. Outros 22%, contudo, acreditam numa melhora no cenário. Segundo a pesquisa, 14% apontam que a situação permanecerá igual.

A expectativa dos belo-horizontinos sobre suas finanças pessoais para os próximos seis meses também foi avaliada. A pesquisa revela que 47,5% dos consumidores estão pessimistas, enquanto os otimistas soman 30,5% dos entrevistados. Os consumidores que estão em cima do muro representam 22,0%.

Metodologia

O Indicador de Confiança do Consumidor realizado pela CDL registra quatro indicadores: condições atuais da economia brasileira, condições atuais das finanças pessoais, expectativa para a economia brasileira e expectativa para as finanças pessoais. Cada parâmetro recebe uma nota de 0 a 100 pelo entrevistado e a média desses indicadores é gera o cálculo do indicador de confiança. A CDL considera valores abaixo de 50 como “percepção de piora por parte dos consumidore