Quadrilha de drogas sintéticas usava WhatsApp para tráfico no Rio

Extra Online

Os dez acusados de traficar drogas sintéticas que agiam em boates do Rio de Janeiro, presos pela polícia na madrugada deste domingo, usava o aplicativo WhatsApp para vender os entorpecentes e receber os pedidos dos usuários. Os trechos de mensagens obtidas pelos investigadores mostram suspeitos e clientes marcando encontros e até pedindo descontos. Nas trocas de mensagens, é possível ver ainda que a quadrilha também comercializava um anestésico utilizado em cavalos, conhecido como Key, que é inalado e tem alto efeito alucinógeno.

Na Rua Sacadura Cabral, no Centro do Rio, a quadrilha — que faturava cerca de R$ 100 mil por noite — foi pega em flagrante e houve a apreensão de cerca de 900 compridos de ecstasy e anabolizantes, um veículo Citroen Air Cross e celulares. A operação foi chefiada pelo delegado Felipe Curi, da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD).


O remédio para cavalos vendido pelo bando
O remédio para cavalos vendido pelo bando Foto: Polícia Civil / Divulgação
Apontado como chefe da quadrilha pelos investigadores, Leonardo Scorza, de 40 anos, é um ex-policial militar expulso da corporação, com anotações criminais por roubo e extorsão.

Drogas e celulares foram apreendidos no Centro do Rio
Drogas e celulares foram apreendidos no Centro do Rio Foto: Divulgação da Polícia Civil
Além dele, também foram presos e indiciados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico: Letícia Lira de Souza, de 31 anos; Luciene Alves da Silva, de 28; Danielle Santos da Silva, de 22; Wanderson dos Santos Nogueira, de 23; Guilherme dos Santos de Souza, de 24; Weder Maciel Rosa Silva, de 24; Warlen de Aquino Casemiro, de 24; Everson Luiz Ramos Coutinho, de 23; e Ademilson Gonçalves Reis, de 31.