Policial militar da UPP da Mangueira é morto durante ataque de criminosos

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Viaturas passam pela Mangueira na manhã deste domingo Foto: Guilherme Pinto / Extra

Um policial militar Eduardo Ferreira Dias, lotado na Unidade de Policia Pacificadora (UPP), da Mangueira foi morto, na manhã deste domingo, durante um ataque de criminosos da comunidade da Zona Norte do Rio. De acordo com as primeiras informações, o PM conduzia uma patrulha, pela Rua Visconde de Niterói, em um dos acessos à comunidade, por volta das 6h, quando criminosos em motocicletas passaram disparando vários tiros.

Soldado Eduardo Ferreira Dias foi morto na Mangueira
Soldado Eduardo Ferreira Dias foi morto na Mangueira Foto: Reprodução
Segundo o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), o soldado baleado foi socorrido ao Hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão, mas não resistiu aos ferimentos. Ele estava na corporação desde 2013, era casado e tinha dois filhos.

Policiais na região após o crime
Policiais na região após o crime Foto: Guilherme Pinto / Extra
A Divisão de Homicídios da Capital investiga o caso. Segundo a Polícia Civil, já foi realizada a perícia no local e um amplo trabalho de investigação é feito "visando apurar detalhadamente o crime e sua autoria".
O enterro será nesta segunda-feira, às 14h, na Capela E do Jardim da Saudade, em Sulacap. O outro PM que estava no banco do carona conseguiu sair sem ferimentos do ataque.

Eduardo Ferreira Dias foi morto na Rocinha
Eduardo Ferreira Dias foi morto na Rocinha Foto: Reprodução do Facebook
Desde o início do ano, contando com Eduardo, pelo menos 29 policiais militares foram mortos no Estado do Rio, sendo 9 deles em serviço. Há 45 dias, outro agente da UPP da Mangueira foi atingido quando fazia patrulhamento na comunidade. Pablo Victor dos Santos Lira Alves também foi levado ao Hospital Quinta D´Or e, assim como Eduardo, não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
Um grupo de policiais que foi prestar solidariedade à família do soldado Eduardo, na tarde deste domingo no Instituto Médico Legal (IML), disse que a morte do colega foi uma covardia.
Em grupos nas redes sociais, policiais e familiares lamentam mais uma vítima de violência. Um deles disse que “parece notícia repetida, mas não é, mais um policial militar tombado em combate em área de UPP, na UPP Mangueira”. Uma mulher de PM também lamentou: “Meu Deus, até quando? Estamos entregues a um Governo que sequer se manisfesta quando perdemos um policial... não valoriza os verdadeiros heróis. .. cada dia me bate desespero quando meu irmão, meu marido, primo, cunhada e amigos saem para trabalhar, será que voltam? ??”