Hoje em Dia

Nas manhãs de terça, só servidores da prefeitura ficarão na delegacia de Santa Luzia  


Em meio ao drama vivido por uma jovem violentada por 33 homens em uma comunidade do Rio de Janeiro que chocou o país, um suposto caso de estupro de vulnerável chamou a atenção na noite desta segunda-feira (30). O ato ocorreu em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Um homem foi conduzido até a delegacia de plantão da cidade para prestar esclarecimentos.
Ele, de 21 anos, e um comparsa eram suspeitos de atacar uma menina de 14 anos, doente mental, no bairro Bonanza. Havia informação da Polícia Militar, inclusive, de participação de outros cinco homens. Porém, tudo não passou de um falso enredo, afirmou a Polícia Civil. A corporação desmentiu a história, que teria sido motivada por medo da menor em relação à reação dos pais e para justificar o sumiço de casa.
Em depoimento agora à noite, a adolescente confirmou a relação, "mas de forma consentida". Antes, conforme a PM, a menina disse a militares do 35° Batalhão que foi abordada no domingo (29) por dois homens que estavam em um veículo Gol, de cor escura.
Ainda conforme o primeiro depoimento à Polícia Militar, ela disse ter sido levada para um motel no bairro Bonanza. Lá, permaneceu por duas horas e foi atacada pela dupla. Em seguida, eles seguiram para a região conhecida na cidade como Maria Laranjeira, onde a adolescente teria sido abusada em uma casa por outros cinco homens. Após o crime, ela foi deixada em um ponto de ônibus.
Já na delegacia da Civil, a jovem mudou toda a versão. De acordo com a assessoria de imprensa da corporação, uma médica-legista fez um "exame preliminar", que descartou a doença mental da jovem. A menina, segundo a profissional, teria um "déficit de atenção". Como ela já tem mais de 14 anos, o companheiro não pode ser enquadrado em estupro de vulnerável. Ela e o rapaz de 21 anos serão liberados.