Piloto e passageira morrem em queda de helicóptero em Santos/SP

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava regular

A Tribuna On-line

Acidente ocorreu em área de mata, na divisa entre  Santos e Cubatão (Foto: Nirley Sena/A Tribuna)

O piloto Bruno Ferreira Azeredo da Conceição, de 23 anos, e a fotógrafa Vanessa da Silva Santos, de 31 anos, morreram na queda de um helicóptero, na Área Continental de Santos, no início da tarde desta segunda-feira (2). Ambos estavam na aeronave, ele comandando e ela como passageira. O acidente é investigado pela Força Aérea Brasileira (FAB) e pela Polícia Civil de São Paulo. 

O helicóptero, de prefixo PR-RCA, era de modelo Robinson 22, capaz de transportar somente um passageiro, além do piloto. Ele pertence à escola de aviação civil AGD Aviation, com sede no Campo de Marte, em São Paulo, de onde decolou às 11h23. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o equipamento estava regular, com Certificado de Aeronavegabilidade (CA) e Inspeção Manual de Manutenção (IAM) válidos.

A queda ocorreu em uma viela de terra e com vegetação no entorno, próximo ao Vale do Quilombo, na divisa entre Santos e Cubatão, a cerca de 300 metros da pista sentido Guarujá-Cubatão, do Km 260, na Rodovia Cônego Domênico Rangoni. O local, que está próximo às empresas do Pólo Industrial, também fica a pouco mais de um quilômetro da comunidade da Mantiqueira, onde vivem 149 famílias.  
Testemunhas disseram ao Corpo de Bombeiros que as pás do hélice do helicóptero atingiram a rede área de alta tensão antes da queda. A informação não foi confirmada pela Aeronáutica, que afirmou que somente a investigação - iniciada após o acidente e sem prazo para terminar - determinará as causas do acidente. A queda ocorreu próximo ao meio-dia e foi informada à Força Aérea às 12h20.
 Dois peritos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa-4), do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, foram enviados ao local. Além de verificar as condições dos destroços, eles também são responsáveis por realizar as entrevistas com as possíveis testemunhas do acidente. Não foram registradas vítimas em terra. 

Os dois ocupantes, que tiveram os corpos carbonizados no acidente, foram identificados pela Polícia Civil e os nomes divulgados no início da noite pela Delegacia Sede de Cubatão. O helicóptero, que pertence à AGD,  foi alugado para que a passageira fizesse imagens aéreas da região do Polo Industrial, local próximo à queda. Os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML).  
Segundo a Força Aérea, o Plano de Voo não informava o horário de retorno previsto ao Campo de Marte. A Tribuna On-line procurou a AGD Aviation, proprietária da aeronave, mas não houve retorno até o momento. Segundo a Força Aérea, é a empresa a responsável por retirar os destroços do helicóptero do local, após a perícia realizada pelos investigadores do Seripa-4, órgão regional do Cenipa. 
magens feitas por moradores mostram aeronave em chamas após a queda (Imagens:Reprodução) Além da Aeronáutica, da Polícia Militar e dos Bombeiros, equipes da Defesa Civil de Cubatão, acionadas pelo Rede de Emergência do Plano de Auxílio Mútuo (PAM), atenderam à ocorrência. Equipes de resgate da Ecovias, concessionária responsável pela rodovia, também prestaram atendimento. O local permanecia interditado no final da tarde desta segunda-feira. Acidente em Bertioga Em dezembro de 2014, quatro adultos e uma criança morreram com a queda de um helicóptero próximo ao Km 229 da Rodovia Rio-Santos, no bairro Sítio São João, em Bertioga. A aeronave explodiu e as vítimas do acidente, que ocorreu por volta das 10 horas, foram parcialmente carbonizadas. A aeronave era do modelo Esquilo HB-350B e pertencia à empresa Helimarte.