Mulher se faz de morta para fugir do ex em Juiz de Fora

Vítima foi socorrida e passa bem; depois de achar que havia assassinado a ex-companheira, homem atirou contra a própria cabeça; ele foi encaminhado para UPA, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local

O Tempo

Local onde reside a vítima

Mesmo sendo baleada por dois tiros de raspão, uma mulher, de 31 anos, se fez de morta para tentar escapar do ex-marido que efetuou os disparos e pretendia matá-la. O crime ocorreu no apartamento onde a mulher estava morando em Juiz de Fora, na Zona da Mata, na noite dessa segunda-feira (24).
A Polícia Militar foi acionada por um vizinho da vítima que mora no Residencial Miguel Marinho, no bairro Benfica, e escutou a confusão. No local, os policiais encontraram a mulher caída e uma poça de sangue.
A vítima contou aos militares que, há uma semana, estava em processo de separação do suspeito, de 37. Nessa segunda, ela pediu para que ele fosse até a sua nova casa para instalar uma televisão.
Durante a instalação, segundo consta no boletim de ocorrência, ele se irritou, por motivos ainda desconhecidos, e atirou duas vezes contra a mulher. Para tentar evitar que o homem continuasse atirando, a mulher permaneceu no chão com os olhos fechados, tentando não respirar. O objetivo, segundo relatou à polícia, era se fazer de morta para que o marido fosse embora.
Porém, ao achar que a ex-companheira havia realmente morrido, o homem disparou contra a própria cabeça.
A mulher foi atingida de raspão na cabeça e no braço direito. Ela foi encaminhada pra o Hospital de Pronto-socorro da cidade, onde passou por uma cirurgia e passa bem.
Já o ex-companheiro da vítima, foi levado para a Unidade de Pronto-atendimento (UPA) Norte, mas não resistiu e morreu no local. O corpo do homem, que não tinha passagem pela polícia, foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Juiz de Fora (IML).
Na casa, a perícia encontrou o revólver calibre 38, cinco cartuchos, sendo três deflagrados e dois intactos. A ocorrência foi encerrada e enviada para a Delegacia Especializada de Homicídios (DEH).