Mãe de mineiras desaparecidas reclama da falta de informações

Família desconfia do envolvimento de um brasileiro que morava com elas em Lisboa

O Tempo

Família pretende ir para Portugal para localizar Michele (E), Lidiana (C) e Thayane (D)

De mãos atadas e sem auxílio da polícia brasileira. É assim que se sente Solange Santana Leite, 50, mãe de duas mineiras de Campanário, no Vale do Rio Doce, desaparecidas em Lisboa (Portugal) desde janeiro desse ano. Além das filha de Solange - Michele Santana Ferreira, 28, e Lidiana Neves Santana, 16 -, uma outra jovem capixaba Thayane Milla Mendes Dias, 22, também está sumida. O Itamaraty informou que acompanha o caso, assim como a Polícia Federal brasileira.
Solange reclama da falta de informação por parte do órgãos que estão investigando o caso. “A única informação que tive é de que a delegada da Polícia Federal de Belo Horizonte está de férias, e logo depois vai entrar de licença maternidade, e não colocaram outra pessoa no lugar”, questiona.
A família desconfia do envolvimento de um brasileiro que morava com elas. “O rapaz veio para o Brasil e está solto. Um inspetor em Portugal falou que se ele tivesse lá iam confrontá-lo e, de um jeito ou de outro, encontrar as meninas. Mas aqui está difícil, porque a polícia ainda não fez esse infeliz falar alguma coisa, disseram que não tem provas”, lamenta.
De acordo com a Polícia Federal Nacional a inclusão do nome das brasileiras na lista de desaparecidos da Interpol ocorreu entre o dia 31 de março e 1° de abril. Segundo a mãe, os órgãos brasileiros chegaram a informar que a Interpol teria identificado a entrada das meninas na Inglaterra, mas que tudo não passou de um “alarme falso”.
A assessoria de imprensa da Polícia Federal de Minas Gerais, não rebateu as críticas feitas pela mãe e reafirmou o fato de que recentemente, houve registro de entradas delas na Inglaterra. “As três citadas estão sendo procuradas na Europa. A representação da Interpol no Brasil emitiu difusão amarela de pessoas desaparecidas para as três brasileiras, em desfavor das quais também já há um pedido de busca europeu, oriundo de Portugal. Os fatos estão sendo investigados no que compete ao ocorrido no Brasil, e a Polícia Federal não comenta investigações em curso”, dizia o texto.
O Itamaraty informou que não tem nenhuma novidade sobre o caso, mas que vem seguindo os procedimentos padrão de assistência consular: mantém contato com as autoridades e faz a ponte com a família.