Justiça Federal em Minas condena maior quadrilha de contrabando de diamantes do país

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A empresária Viviane Santos foi presa na Operação Carbono, em 2006, mas respondeu o processo em liberdade
Após dez anos, a Justiça Federal em Minas condenou 15 pessoas acusadas de integrar a maior quadrilha de diamantes do país, desmantelada em 2006 pela Operação Carbono da Polícia Federal (PF). De acordo com as investigações, os diamantes eram extraídos das regiões Norte e Centro Oeste do país, além de garimpos em Diamantina e Coromandel, em Minas, e, posteriormente, exportados em estado bruto para África e Bélgica.
Entre os sentenciados, estão o doleiro Gaby Amine Toufic Madi, dono de uma rede de lanchonetes de comida árabe em BH, a comerciante Viviane Albertino Santos, além do libanês nascido em Serra Leoa, Hassan Ahmad, apontado como o líder da organização. Segundo fontes da investigação, Ahmad foi autorizado a deixar o país em meio à tramitação do processo e, atualmente, se encontra foragido.
Ainda cabe recurso da decisão, proferida pela juíza federal Camila Franco e Silva Velano no último dia 2 de maio. Os réus foram condenados pelos crimes de lavagem de dinheiro, extração ilegal de diamante, formação de quadrilha, falsificação de documentos públicos e remessa irregular de recursos ao exterior. As penas variam de sete até 20 anos de prisão.
Segundo a denúncia, empresas utilizadas pelo esquema produziam e apresentavam junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) em Minas documentação fiscal falsa para obterem certificados que atestassem que os diamantes eram oriundos de lavras regularmente inscritas.
Dessa forma, os condenados conquistavam a emissão de Certificados do Processo Kimberley, o que lhes permitia exportar, pela via oficial, os diamantes obtidos ilegalmente em território brasileiro.
O criminalista Antonio Veloso Neto, advogado de Gaby Toufic, já entrou com recurso pois, segundo ele, seu cliente foi condenado sem provas a sete anos e meio de prisão.