Galo vence o Racing com retorno do mantra e está nas quartas

"Eu Acredito" criado em 2013 foi o motor alvinegro contra o Racing-ARG e a classificação para as quartas de final foi moldada em uma vitória à flor da pele



O Tempo


Atlético x Racing se encontraram pelas oitavas de final da Copa Libertadores



O vislumbre de um passado não tão distante passou sob os olhos atleticanos na noite desta quarta-feira. O mantra "Eu Acredito" criado em 2013 foi o motor alvinegro contra o Racing-ARG e a classificação para as quartas de final foi moldada em uma vitória à flor da pele. O placar de 2 a 1 veio de forma suada, com direito a mais um pênalti perdido, novamente Pratto. Contudo, o camisa 9 merece um desconto, já que deu uma assistência e fez seu gol.
O foco agora passa a ser a final deste domingo contra o América, no Mineirão. O objetivo é praticamente o mesmo da noite: vencer para comemorar.
O jogo. A delegação do Atlético mais uma vez chegou ao Horto abraçado pela torcida na já tradicional "Rua de Fogo" com muito sinalizador vermelho e cânticos ininterruptos, em uma das maiores festas já proporcionadas pela Massa. Com o Galo em campo, o mosaico subiu nas "paredes" do Independência tendo escrito os dizeres "lutar" e "vencer", além de um bandeirão com a taça da Libertadores.
A esperada blitz atleticana nos primeiros minutos foi impedida pelos argentinos, que também buscaram surpreender. Porém, a intensidade alvinegra foi vista e o gol construído aos 15 min - o mais tardio do Galo em casa nesta Libertadores.
A euforia da torcida aconteceu graças a Lucas Pratto e Carlos. O camisa 9 trabalhou pela ponta direita e cruzou no primeiro pau para ver o jovem atacante travar a marcação e finalizar na medida, abrindo o placar.
Infelizmente para os atleticanos, a felicidade não durou muito. Carrasco do Galo na última temporada, quando atuava no Internacional, Lisandro assombrou mais uma vez a Massa. O veterano cobrou o pênalti infantilmente feito por Donizete.
O restante do primeiro tempo serviu para o Aguirre lamentar as ausências de seus dois únicos meias - Dátolo e Cazares estavam lesionados. Com Robinho pelo centro, o Galo perdeu a ligação para o ataque e abusou dos chutões. Já o Racing apostava nas jogadas pelas pontas, principalmente pelo lado direito de Marcos Rocha, que tinha ajudas pontuais.
O segundo tempo foi iniciado com o mantra "Eu Acredito" entoado por toda a Massa. Uma inspiração em 2013 precisava ir para campo. A etapa final foi construída pelo nervosismo, com a malandragem e o entrosamento entrando em ação para o lado argentino.
Mas o dia era atleticano, sendo Pratto o protagonista. Após a assistência no primeiro gol, foi a vez dele deixar seu gol e ver o "Eu Acredito" explodir novamente.
Mas nada é fácil na vida do atleticano. Pratto ainda perdeu um pênalti e o Galo foi obrigado a segurar uma pressão ferrenha do rival, que vendeu caro a classificação alvinegra.