Cruzeiro vence e avança, mas segue sem convencer

Sob forte protesto da torcida celeste, a Raposa superou o Campinense-PB e enfrenta o Londrina-PR na próxima fase da Copa do Brasil

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Cruzeiro passou de fase, mas o futebol continua ruim

Foi difícil, com muito protesto da torcida e drama no final, mas o 100º jogo do Cruzeiro no novo Mineirão, completado na noite desta quinta-feira, foi comemorado com vitória e classificação para a segunda fase da Copa do Brasil. Com 45 minutos de bom futebol a Raposa viu o seu ataque voltar a funcionar e criar o triunfo por 3 a 2. O clube mineiro agora enfrenta o Londrina já na próxima terça-feira.
Foram 11 dias de treinos sob comando do auxiliar técnico Geraldo Delamore, desde a demissão de Deivid. Mas os erros do Cruzeiro se repetiram diante do Campinense. A saída de bola lenta e erros de passes, desfilaram novamente no gramado do Mineirão, irritando o torcedor celeste, que vaiou efusivamente os atletas cruzeirenses ao final do primeiro tempo.
Ponto positivo foi a retomada de confiança do ataque. A Raposa vinha de três jogos seguidos sem marcar um gol sequer, -nos confrontos contra o América e Campinense-. Curiosamente, o gol que encerrou o pequeno jejum foi um “espelho” do último tento assinalado, diante do Boa Esporte, no dia 10 de abril, Mayke criou a jogada pela direita, para cabeçada de Allano.
Atacando principalmente pelas pontas, o lado direito, com o estreante Lucas, mostrou afinação. Já no primeiro ataque, quase saiu o gol, após bom cruzamento do lateral, que parou em corte da defesa rival. Na segunda jogada individual do ex-palmeirense, Allano abriu o placar, de cabeça.
O gol celeste irritou o técnico Francisco Diá, que permaneceu em pé durante os 90 minutos. Porém, o Campinense seguiu apostando no contra-ataque explorando erros de Lucas Romero e as costas de Lucas. Foi assim que saiu o empate. Adalgísio Pitbull recebeu enfiada de bola e tocou na saída de Fábio.
O empate afetou o Cruzeiro. A torcida, que compareceu em número pequeno no Mineirão, não aceitou a queda de rendimento e passou a pedir “raça” para os jogadores. No apito final do juiz, o que se ouviu foi um “mar de vaias” e reclamações das arquibancadas. No segundo tempo, os atletas celestes entraram em campo sob protestos.
A Raposa voltou para o segundo tempo mais animada. Rapidamente saiu o gol de desempate, com Arrascaeta, em bela cobrança de falta. Com mais tranquilidade, o terceiro tento foi questão de calma e aconteceu dos pés de Willian, em contra-ataque. Mas, quando tudo parecia tranquilo, nova falha defensiva e gol de Pitbull, diminuindo a vantagem celeste.