Após pressão popular, Temer decide recriar Ministério da Cultura

Anunciado anteriormente como secretário nacional de Cultura na última semana, Marcelo Calero será o novo ministro; decisão de fundir as pastas de Educação e Cultura gerou protestos imediatos da classe artística 

O ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou neste sábado (21), em sua conta no Twitter, que o presidente em exercício Michel Temer decidiu recriar o Ministério da Cultura (MinC). Com a decisão, a Cultura deixa de ser secretaria e não será mais subordinada ao Ministério da Educação. Anunciado anteriormente como secretário nacional de Cultura, na última semana, Marcelo Calero será o novo ministro.
 
A polêmica fusão entre as pastas de Cultura e Educação foi uma das primeiras mudanças feitas por Temer ao assumir interinamente o governo federal. Mesmo representando um dos menores orçamentos da Esplanada, a pasta foi cortada com a justificativa de enxugar custos e reduzir ministérios, quando Temer, no último dia 12, editou uma medida provisória (726/2016) que determinava mudanças na composição do governo.
A decisão gerou protestos imediatos da classe artística e de servidores do Ministério da Cultura, que sentiram-se lesados pela extinção da pasta, apesar de Temer ter afirmado que, como secretaria, a mesma estrutura seria mantida. Após a pressão popular, que resultou em ocupações de edifícios do MinC em diversos Estados, o presidente em exercício decidiu devolver à Cultura o status de ministério.
Antes da indicação de Calero, cinco mulheres recusaram assumir o comando da Cultura por não reconhecerem legitimidade no governo de Temer. O presidente em exercício pretendia nomear uma mulher para responder às críticas sobre a ausência de mulheres entre seus ministros, mas acabou desistindo da busca após as sequenciadas recusas.